ELEIÇÕES 2026
Receio do Caso Master faz Flávio Bolsonaro escolher novo alvo no STF
Senadores do PL articulam pedido de impeachment contra ministro



A bancada ligada ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Senado ampliou a pressão contra o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), após o fortalecimento do partido nas eleições.
O movimento ocorre enquanto Flávio Dino conduz processos relacionados a suspeitas de irregularidades em emendas parlamentares e a desdobramentos das investigações sobre o Banco Master.
Senadores do PL assinam pedido de impeachment
Cinco senadores do PL já assinaram um pedido de impeachment contra Dino:
- Magno Malta (ES)
- Jaime Bagattoli (RO)
- Carlos Portinho (RJ)
- Marcos Pontes (SP)
- Jorge Seif (SC)
Na terça-feira, 6, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, também citou o ministro ao defender a possibilidade de responsabilização de integrantes do STF pelo Senado.
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Dino e Alexandre de Moraes estão entre os ministros mencionados nas articulações e manifestações públicas de integrantes da legenda.
Decisões sobre emendas atingem dirigentes do PL
A pressão ocorre em paralelo, segundo o ICL Notícias, às decisões de Dino em processos que envolvem a destinação de emendas parlamentares. Como relator das ações que tratam da transparência e da rastreabilidade desses recursos, o ministro determinou medidas para identificar o destino das verbas e autorizou providências para apurar possíveis irregularidades.
Uma das investigações atingiu o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Segundo a Polícia Federal, ele teria participado da indicação de R$ 111,8 milhões em emendas de comissão em 2024, apesar de não exercer mandato parlamentar. Valdemar nega irregularidades e afirma que sua atuação se limitou à articulação política e a sugestões feitas a integrantes do partido.
Dino determinou o aprofundamento das investigações e autorizou medidas patrimoniais no caso. O ministro também encaminhou à Polícia Federal informações prestadas por dirigentes partidários sobre a participação deles na definição do destino das emendas.
Em agosto, Dino considerou nulas indicações de emendas feitas com interferência de presidentes de partidos sem mandato ou de ex-parlamentares. Segundo a decisão, a indicação formal dos recursos deve partir de parlamentares que estejam no exercício do mandato.
"Operação Make Up" chega a deputado do PL
Outra frente de investigação aproximou o caso das emendas do núcleo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em 10 de setembro, Dino autorizou a Operação Make Up, da Polícia Federal, que apura suspeitas de desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares.
Um dos alvos da operação foi o deputado federal Mário Frias (PL-SP), ex-secretário especial da Cultura durante o governo Bolsonaro. A investigação analisa R$ 2 milhões em emendas destinadas por Frias ao Instituto Conhecer Brasil, entidade ligada a pessoas que também aparecem na estrutura empresarial da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.
A Polícia Federal identificou um repasse de R$ 750 mil à produtora durante o período investigado. Os investigadores, porém, registraram que os elementos reunidos até o momento não permitem afirmar que o dinheiro transferido à empresa tenha origem direta nas emendas parlamentares. O percurso dos recursos é justamente um dos pontos investigados.
Flávio Bolsonaro reage à investigação
A operação provocou reação de Flávio Bolsonaro, que acusou Dino de promover “interferência política”. A defesa do senador também pediu o afastamento do ministro dos processos relacionados ao filme e a transferência da investigação para o ministro André Mendonça, sob o argumento de que haveria conexão com outro procedimento em andamento no Supremo.
No entanto, o pedido foi rejeitado pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin.


