NOVA ERA?
Clube com SAF de R$ 1 bilhão vive crise histórica com dívidas e greve
Time paulista negocia para superar crise milionária e voltar a ser protagonista


Próximo de virar Sociedade Anônima do Futebol (SAF) em um acordo de R$ 1,1 bilhão, a Ponte Preta vive um cenário de crise financeira, que afeta tanto os jogadores quanto as contas do clube. Com dívida total estimada em R$ 320 milhões, a Macaca conviveu com situações inusitadas durante o período complicado, que, enfim, parece estar acabando.
A Ponte gera um prejuízo mensal de aproximadamente R$ 2,8 milhões — cerca de R$ 33,6 milhões por ano. O balanço anual de 2025 fechou, por exemplo, R$ 33 milhões no vermelho, de acordo com o documento apresentado pelo Conselho Deliberativo do clube. A informação foi divulgada pelo ge.
Greve de jogadores, atrasos salariais e dívida com padaria
Como acontece em qualquer clube endividado, a situação complicada chegou aos jogadores, que convivem frequentemente com a falta de pagamentos. No dia 1º de junho, o elenco da Macaca desabafou em nota oficial divulgada nas redes sociais, alegando à época que parte dos atletas não receberam nenhum salário ao longo de todo o ano de 2026.
Uma situação semelhante aconteceu em dezembro de 2025, logo após o título da Série C do Brasileirão, quando jogadores anunciaram uma greve. Daquela vez, a queixa foi baseada em sete meses de atrasos de pagamentos, e acabou adiando a preparação da Macaca para o início da temporada 2026.
O déficit financeiro também está ligado aos processos recebidos durante o período. Em maio deste ano, por exemplo, uma padaria de Campinas, localizada próxima ao Estádio Moisés Lucarelli, entrou com uma ação na Justiça cobrando R$ 53.280,14 em relação aos serviços prestados no fornecimento de alimentos.
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Como a Ponte planeja sair da crise?
O planejamento para conter a crise inclui uma proposta de R$ 1 bilhão da SAF, com R$ 300 milhões destinados exclusivamente para o pagamento de dívidas ao longo dos próximos anos.
O projeto também reserva R$ 300 milhões para o futebol profissional e categorias de base em um período de dez anos, e mais R$ 400 milhões para o estádio Moisés Lucarreli e o CT, que devem passar por modernizações.
A proposta estabelece um aporte de R$ 10 milhões logo no primeiro momento, que deve ser utilizado para o cumprimento de exigências jurídicas e financeiras.


