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Clube histórico pode pagar multa de R$ 75 milhões se recusar SAF
Time tradicional do Brasil sofre pressão para aceitar proposta de investidores


A proposta para transformar o Guarani em Sociedade Anônima do Futebol (SAF) ganhou novos capítulos: uma cláusula prevê multa de R$ 75 milhões caso a operação não seja aprovada até 4 de setembro. O valor corresponde a 10% dos R$ 750 milhões previstos inicialmente no negócio.
A multa, no entanto, ainda não é definitiva. O documento está em fase de negociação e deverá passar por alterações antes da votação dos sócios.
Como funciona a multa de R$ 75 milhões?
Pela previsão apresentada na minuta inicial, caso a operação não fosse aprovada dentro do prazo estabelecido, o Guarani poderia ser obrigado a pagar uma multa equivalente a 10% do valor-base do negócio. Como a proposta prevê inicialmente R$ 750 milhões, a conta chega a R$ 75 milhões.
O prazo indicado no documento é 4 de setembro, mesma data prevista para a votação da proposta entre os associados do clube. A existência da cláusula foi revelada após a análise da minuta pelo Conselho Deliberativo, e o contrato completo não foi divulgado publicamente porque as negociações são protegidas por um acordo de confidencialidade.
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Cláusula ainda pode mudar
Apesar do valor expressivo, não significa que o Guarani já esteja sujeito a uma dívida de R$ 75 milhões.
A minuta analisada pelos conselheiros é uma versão inicial do acordo e ainda será discutida com o investidor. Uma comissão formada por representantes das três chapas eleitas no Conselho Deliberativo foi criada justamente para negociar mudanças na proposta.
Entre os pontos que deverão ser discutidos está a própria previsão da multa, que pode ser retirada, reduzida ou modificada antes da apresentação da versão definitiva aos associados.
Proposta prevê R$ 750 milhões inicialmente
A multa está diretamente relacionada ao tamanho da operação. O projeto apresentado por Roberto Graziano prevê R$ 750 milhões em recursos, valor que pode chegar a R$ 1,075 bilhão caso sejam considerados incentivos vinculados ao acordo.
A divisão inicial estabelece R$ 400 milhões para investimentos no futebol ao longo de 20 anos, enquanto outros R$ 350 milhões seriam destinados ao pagamento de dívidas.
Pelo modelo apresentado, o Grupo Magnum ficaria com 90% da SAF, enquanto a associação do Guarani permaneceria com os outros 10%.
Votação está marcada para setembro
O calendário estabelecido para a discussão prevê reuniões de esclarecimento nos dias 1º, 2 e 3 de setembro. No dia seguinte, 4 de setembro, os associados devem votar a constituição da SAF e a proposta de investimento.


