VITÓRIA X PALMEIRAS
Ex-árbitros divergem em lances, mas veem Vitória prejudicado pelo VAR
Comentaristas tiveram análises diferentes, mas entenderam que o Leão sofreu com erros


A derrota sofrida pelo Esporte Clube Vitória diante do Palmeiras, nesta quarta-feira, 29, no Barradão, foi marcada por polêmicas. Ex-profissionais da arbitragem, que hoje atuam como comentaristas, analisaram os lances e divergiram em suas opiniões.
De acordo com Paulo César de Oliveira, comentarista de arbitragem do Grupo Globo, o meia palmeirense Maurício deveria ter sido expulso pela cotovelada dada em Cacá, zagueiro do Vitória.
“Repara como o Maurício olha, percebe a chegada de Cacá. É um momento além de proteção. Tem gatilho. O Maurício tem a intenção? Obviamente que não. Mas regra não cita intenção. Para mim, ele percebe a posição do Cacá. É mais que uma ação de proteção. Tem um gatilho e acerta o rosto. Todos os elementos para aplicação de cartão vermelho”, garantiu.
Por outro lado, PC Oliveira concordou com os cartões vermelhos mostrados para a dupla de zaga rubro-negra, composta pelo próprio Cacá e Luan Cândido. Para o ex-árbitro, o camisa 25 entrou de “sola” e atingiu Jhon Arias “acima do tornozelo”, causando “risco de lesão”.
Sobre a expulsão de Cândido, o comentarista pouco se alongou e disse que o gesto em alusão a “roubo” foi “ofensivo e insultante”. “Não tem nem discussão”, afirmou Oliveira ao concordar com o cartão vermelho.
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Carlos Simon diverge de PC Oliveira
Outro ex-árbitro brasileiro, Carlos Eugênio Simon, foi de encontro às análises de PC Oliveira e concordou com o cartão amarelo mostrado para Maurício. “Nessa disputa de bola, Maurício deixa o braço e acerta o queixo do Cacá. Jogada temerária e lance de cartão amarelo. Decisão correta do árbitro”.
O comentarista da ESPN, por outro lado, entende que Cacá não deveria ter recebido cartão vermelho, por ter sido um lance “sem força excessiva”. Ele ainda relembrou que o árbitro Alex Stefano nem falta havia marcado antes de ir ao VAR.
“Nessa jogada, o Cacá dá um carrinho que pega a bola e, depois, com a perna, que não tem como retirar, acerta com as travas a panturrilha do Arias. O árbitro nem falta marcou. O VAR interveio e o árbitro apresentou o cartão vermelho equivocadamente. Jogada temerária passível de cartão amarelo”, detalhou Simon.
Simon, no entanto, teve a mesma análise de Paulo César apenas sobre a expulsão de Luan Cândido. “O jogador faz o gesto de que está roubando. Não há outra decisão que não seja o vermelho. O VAR interveio corretamente”, concluiu.



