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04/04/2024 às 14:02 - há XX semanas | Autor: Pevê Araújo

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Provocações e polêmicas: o que está em jogo no Ba-Vi deste domingo?

Ídolos de Bahia e Vitória comentam rivalidade e projetam decisão do Campeonato Baiano

Bahia e Vitória se enfrentam na Arena Fonte Nova em busca do título estadual
Bahia e Vitória se enfrentam na Arena Fonte Nova em busca do título estadual -

Bahia e Vitória se enfrentam neste domingo, 7, às 16h, na Arena Fonte Nova, em partida válida pela finalíssima do Campeonato Baiano. Além de todo contexto de rivalidade que envolve o clássico, o encontro entre dois dos principais times do Nordeste está rodeado de polêmicas, desde provocações entre os jogadores até entrevistas questionáveis dos envolvidos na decisão.

Junto com o retorno do Vitória para a Série A, a manutenção do Bahia na elite do futebol brasileiro colocou um tempero a mais no Ba-Vi. Desde o primeiro clássico do ano, vencido pelo Rubro-Negro por 3 a 2, no Barradão, as provocações ganharam espaço entre torcedores e jogadores, causando polêmicas e dividindo opiniões nos bastidores.

O Portal A TARDE conversou com ídolos de Bahia e Vitória que estiveram envolvidos em Ba-Vis ao longo da história. No quesito provocação, as opiniões divergiram. Ídolo do Vitória, o atacante Neto Baiano disse que provocar o adversário contribuía positivamente para o desempenho dele nos jogos.

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"Eu fazia provocação no meu tempo, fazia provocação para mim, para poder me motivar mais, para eu poder dar resposta em campo, para eu ter uma coisa, um peso a mais. Eu fazia, tirava resenha, tirava onda, mas dentro de campo eu tinha que fazer os gols, então isso me motivava", disse Neto.

No primeiro clássico deste ano, após triunfo rubro-negro, os jogadores fingiram que utilizaram uma vara para pescar 'sardinhas', apelido utilizado por torcedores do Vitória para descrever o Bahia. No Ba-Vi da Copa do Nordeste, que o Tricolor levou a melhor por 2 a 1, atletas do Esquadrão devolveram a brincadeira, imitando 'galinhas' na Arena Fonte Nova.

Zé Hugo faz 'pescaria' no Barradão
Zé Hugo faz 'pescaria' no Barradão | Foto: Victor Ferreira | EC Vitória

Campeão brasileiro com o Bahia em 1988 e vice pelo Vitória em 1993, o ex-goleiro Ronaldo Passos afirmou que essas provocações não eram vistas entre o final da década de 1980 e o início da de 1990. Para ele, é uma forma de humilhar o adversário.

"A comemoração é livre, a comemoração do futebol no momento do gol, no momento de um título, no momento de uma grande vitória, ela tem que ser espontânea, desde que não desrespeite o adversário, nem o torcedor. Não me lembro em vários Ba-Vis que eu joguei, tanto pelo Bahia quanto pelo Vitória, desse tipo de provocação. Isso vem de um tempo para cá, onde os atletas passam a tentar humilhar o adversário", contou.

Conhecido como 'Nadgol', o ex-atacante Nadson foi revelado pelas categorias de base do Vitória e ao longo da carreira vestiu a camisa do Bahia. Ele concorda com as provocações, mas chama atenção para os atos quando acontecem em jogo de torcida única. Segundo o ex-jogador, a atitude representa falta de respeito quando o atleta sabe que vai tomar cartão amarelo e prejudicar o próprio time.

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"Comemoração e provocação é muito normal no futebol, hoje tá muito chato, você não pode fazer nada, você não pode comemorar um gol, você não pode tirar uma camisa para comemorar um gol, que era uma coisa que muita gente fazia isso antigamente, eu mesmo fazia muito. E as provocações continuam, eu acho que é válido, não com torcida única né, com torcida única eu acho que já é falta de respeito porque sabe que vai tomar o cartão amarelo, acaba prejudicando a equipe, como o Thaciano fez lá no Barradão, era pra fazer o gol ficar quieto né, torcida única sabia que ia tomar o amarelo", destaca.

Jean Lucas e Caio Alexandre 'jogam milho' na Arena Fonte Nova
Jean Lucas e Caio Alexandre 'jogam milho' na Arena Fonte Nova | Foto: Tiago Caldas | EC Bahia

Entre os jogadores, o assunto não é unanimidade nem dentro dos clubes. Para o atacante Osvaldo, responsável por promover a 'pescaria' na Arena Fonte Nova em 2023, provocação é uma coisa saudável, desde que não "passe do limite", mas após a derrota para o Bahia na Copa do Nordeste, o zagueiro Wagner Leonardo desaprovou as provocações de Jean Lucas.

“Já trabalhei com o Jean Lucas e sei do perfil dele, nunca vi ele provocando o adversário. Acredito que dentro da partida temos que ter o respeito, ele não poderia e não deveria ter feito essa provocação durante a partida. Tive o desejo de conversar com ele, mas não houve, não consegui chegar até ele porque os jogadores do Bahia queriam procurar confusão comigo e eu já parei ali, porque não ia arrumar confusão. Não vejo o sentido de brigar, a gente tá ali pra jogar bola. Após a briga a gente conversou numa boa e ele entendeu que o que ele fez durante a partida não é adequado, mas faz parte do espetáculo e do clássico. No primeiro jogo houve provocação da nossa parte e a gente tem que saber lidar com isso, mas nada como uma boa e em um jogo jogado a gente resolve tudo“, disse em entrevista ao final da partida.

O técnico do Vitória, Léo Condé, reconheceu que o Rubro-Negro passou do ponto em algumas ocasiões, mas reforçou que o respeito "sempre vai existir" entre os dois clubes.

“Acho que de uma certa forma é algo que a gente conversa muito com os jogadores. A postura respeitosa das duas equipes mostra isso. Acho que na primeira partida aqui a gente pode ter passado um pouco do ponto na comemoração. Como o rival também pode ter passado do ponto lá. Mas não vamos recriminar isso não. O importante é ter respeito entre os atletas. Acredito que isso sempre vai existir”.

Declaração polêmica de Ceni

Além das provocações, outros fatores estão envolvidos nesta final do Campeonato Baiano. Após a derrota no primeiro jogo, o técnico Rogério Ceni ganhou destaque nos jornais pelo conteúdo da sua entrevista coletiva. Ele afirmou que o elenco do Bahia não é suficiente para manter o padrão de jogo que foi construído, destacando que o cansaço do time foi o maior responsável pelo revés no jogo da ida.

"Não temos as trocas necessárias para o modelo de jogo no meio-campo. Temos as trocas para o ataque. (...) Dentro do modelo de jogo que a gente construiu, muito bem treinado, futebol prazeroso de se ver, em determinado minuto, quando o cansaço bate, a gente sofre mais que o normal", disse Ceni na ocasião.

O ex-jogador da dupla Ba-Vi Paulo Isidoro disse que é necessário ter cuidado com algumas declarações e destacou que uma "fala mal conduzida" pode prejudicar o ambiente dos jogadores. "Depois de uma partida, os ânimos ficam exaltados e precisamos ficar atentos realmente as nossas falas, principalmente como treinador comandando o grupo. Uma fala mal conduzida atrapalha sim", pontuou o ex-meia.

Para Ronaldo Passos, o Bahia ainda sofre por não ter um elenco equilibrado, por isso, Ceni teria razão em fazer críticas à capacidade física do time.

"As questões das declarações do Rogério Ceni, que não tem um elenco ainda equilibrado, principalmente no meio campo, é uma realidade, não só no meio campo. Acho que o Bahia carece muito de uma defesa firme, uma defesa forte, que não tem acontecido nos últimos anos. O Bahia faz gols, inclusive é um dos times esse ano que mais fez gols dentro do Brasil, e a defesa vem tendo erros assim absurdos, apesar de que os esquemas táticos hoje a marcação de uma boa defesa começa lá na frente", apontou.

Caminhos para o título: o que é necessário para sair campeão?

O triunfo por 3 a 2 de virada no Barradão facilitou a vida do Vitória, mas para ser campeão, o Rubro-Negro precisará resistir ao Bahia na Arena Fonte Nova. Para conquistar o 30º título da história, o time comandado por Léo Condé precisa apenas de um empate.

Campeão baiano em 2009, Neto Baiano voltou a provocar o Bahia e disse que a Fonte Nova é um campo neutro, utilizando a fala do volante Rodrigo Andrade ao final do mais recente Ba-Vi.

"Agora o mando de campo é do Bahia, né? Sabem que o mando de campo é do Bahia, mas aqui na Fonte Nova é um campo neutro, tanto o Vitória joga lá como o Bahia também joga, o campo que o Vitória também está acostumado a jogar. Essa virada que o Vitória teve é a virada do título. Tenho certeza que o Vitória vai ganhar esse título. Sabemos que é um jogo difícil, mas que é no campo neutro", projetou.

A situação do Bahia é um pouco mais complicada. Para ficar com a 51º taça, o Tricolor precisa vencer o Rubro-Negro por dois gols de diferença. Em caso de vitória por vantagem mínima, a decisão será nos pênaltis.

Para Ronaldo Passos, o time do Bahia é superior ao do Vitória no meio de campo, mas para sair campeão, precisará se doar.

"O que o Bahia precisa fazer já está na arquibancada. Eles têm que se doar. O Bahia não vem se doando nos momentos cruciais das partidas, principalmente contra o Vitória. O Vitória está com a faca nos dentes, como se diz na gíria, e o Bahia está jogando achando que vai ganhar a qualquer momento. No papel, eu vejo o time do Bahia, tecnicamente, um pouco superior ao do Vitória, principalmente no seu meio campo”, apostou.

O resultado está aberto. Nos três jogos desta temporada, a dupla Ba-Vi já mostrou que tudo pode acontecer, com muitos gols e viradas imprevisíveis. Atletas, torcedores e técnicos aguardam o próximo domingo, 7, para a construção de um novo capítulo na história dos dois clubes e do futebol do estado.

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