PROCESSO
Filhas de Maradona colocam tias na Justiça por fraude
Rita Mabel e Claudia Norma Maradona teriam integrado um esquema prejudicial aos herdeiros

Por Marina Branco

Diego Maradona não está mais vivo, mas seu nome segue em trâmites judiciais até hoje. No final de 2025, a Justiça da Argentina determinou que duas irmãs de Diego Maradona devem responder judicialmente por suspeita de gestão fraudulenta envolvendo a marca registrada com o nome do ex-jogador.
Rita Mabel e Claudia Norma Maradona são acusadas de integrar um esquema que teria causado prejuízos diretos aos herdeiros do astro, morto em novembro de 2020.
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O processo teve origem em uma denúncia apresentada por Dalma e Gianinna Maradona, filhas do craque argentino, que questionaram a forma como os direitos comerciais do pai vinham sendo administrados após sua morte.
As acusações foram analisadas inicialmente pela Câmara IV do Tribunal Nacional de Apelações em Matéria Criminal e Correcional, em setembro, e confirmadas em dezembro pela Câmara VII do mesmo tribunal.
Além das irmãs, também foram indiciados Matías Morla, advogado e representante de Maradona até o fim de sua vida, e Maximiliano Pomargo, assistente pessoal do ex-jogador.
Qual foi a fraude?
Segundo a investigação, houve a transferência do controle da marca "Diego Maradona" para a empresa Sattvica SA, ligada a Morla, que passou a ter amplos poderes sobre a exploração econômica do nome e da imagem do ídolo.
A Justiça determinou ainda um embargo preventivo de 2 bilhões de pesos argentinos, valor equivalente a cerca de US$ 1,35 milhão, cerca de R$ 7,4 milhões. O montante leva em consideração os lucros obtidos com a exploração da marca ao longo dos anos e uma eventual indenização futura aos herdeiros.
De acordo com a decisão judicial, a empresa que passou a controlar os direitos de Maradona foi considerada de fachada, já que, apesar de formalmente ativa, não registrou atividades econômicas relevantes nos últimos anos.
Assim, tudo teria sido uma estratégia para dificultar o acesso das autoridades fiscais italianas às receitas ligadas aos direitos de imagem do ex-jogador.
A sentença também cita que os atos praticados após a morte de Maradona teriam violado diretamente os direitos sucessórios da família, ao se apoiarem em contratos considerados simulados.
O caso se soma a uma longa disputa judicial envolvendo a fortuna do ídolo, incluindo questionamentos antigos sobre supostas manobras para evitar tributações durante o período em que atuou pelo Napoli, nos anos 1980.
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