REGULARIZADO
Lula assina concessão e evita leilão do CT de gigante da Série A
Clube paulista poderá utilizar a área por até 40 anos após acordo firmado com o Governo Federal


O Santosdeu um passo importante para regularizar a situação do CT Rei Pelé. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quinta-feira, 1, em Brasília, o acordo de cessão onerosa do terreno onde está localizado o centro de treinamento do clube.
Veja:
Hoje resolvemos uma situação que se arrastava há décadas no CT Rei Pelé, do Santos. O clube seguirá usando o imóvel, que continua pertencendo à União, agora de forma regularizada: vai pagar pelo uso do espaço e quitar cerca de R$ 23 milhões referentes ao período anterior.
— Lula (@LulaOficial) October 1, 2026
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A área possui aproximadamente 39 mil metros quadrados e continuará pertencendo à União. Pelo acordo, o Santos poderá utilizar o espaço por até 40 anos, considerando o período inicial e a possibilidade de prorrogação, mediante o pagamento mensal de R$ 145 mil, valor que será corrigido pela inflação ao longo do tempo.
Além dos pagamentos futuros, o Santos reconheceu uma dívida de aproximadamente R$ 23 milhões referente ao período anterior de utilização do imóvel. O valor poderá ser quitado em 120 meses.
O terreno, avaliado em cerca de R$ 80 milhões, chegou a ficar sob risco de ser levado a leilão pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU). Após as negociações, porém, clube e Governo Federal chegaram a um acordo para regularizar a utilização do espaço.
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Santos destaca importância da regularização
Durante a solenidade realizada no Palácio do Planalto, o presidente do Santos, Marcelo Teixeira, ressaltou a importância da definição sobre o terreno, que estava sem regularização desde 2017.
O Santos Futebol Clube estava sem a regularização desta área desde 2017. Estávamos numa insegurança, numa incerteza da continuidade dos trabalhos que o Santos faz tão bem Marcelo Teixeira - presidente do Santos
A cerimônia contou com a presença dos ministros Miriam Belchior (Casa Civil), Esther Dweck (Gestão), Paulo Henrique Cordeiro (Esporte), Sidônio Palmeira (Secom) e Jorge Messias (AGU), além de ex-jogadores do Santos, como os ex-atacantes Pepe e Serginho Chulapa.
Também participou do evento o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, torcedor do Santos e figura com influência no meio do futebol.
Disputa pela área se arrastava desde 2017
A ministra Esther Dweck explicou que a situação do terreno estava relacionada a uma questão judicial iniciada em 2017, quando o Ministério Público Federal (MPF) questionou a cessão não onerosa concedida anteriormente.
“Era uma questão judicial desde 2017, quando o MPF questionou a cessão não onerosa que tinha sido feita”, disse Esther Dweck, referindo-se a uma cessão não onerosa de 1996.
Com a nova modalidade de cessão, o Santos passa a ter uma definição para a utilização do CT Rei Pelé, enquanto o imóvel permanece como patrimônio da União.
Investimento na base é destacado durante solenidade
O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que um dos compromissos assumidos pelo Santos no acordo está relacionado aos investimentos no futebol de base.
Durante a cerimônia, Messias também retomou o argumento apresentado por Lula para defender que a proibição das bets não prejudica o futebol brasileiro.
“Quando nós fomos pentacampeões, não precisávamos de bets para financiar o futebol brasileiro. Quando meu Sport foi campeão em 1987 contra o Flamengo da Esther [Dweck], não tinha bet”, disse o advogado-geral da União.
O presidente da República não discursou durante a solenidade.
Quanto o Santos pagará pelo CT Rei Pelé
Considerando o valor mensal atualmente previsto, o Santos desembolsará cerca de R$ 145 mil por mês pela utilização do terreno, com correção pelo IPCA. O acordo prevê inicialmente 20 anos de cessão, com possibilidade de prorrogação por mais 20 anos.
Sem considerar a correção monetária, os pagamentos previstos para os primeiros 20 anos representam aproximadamente R$ 34,8 milhões. Somando esse montante à dívida de cerca de R$ 23 milhões reconhecida pelo clube, o compromisso financeiro chega a aproximadamente R$ 57,8 milhões no período.


