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DIFICULDADES FINANCEIRAS

Time da Série A suspende quitação de dívida e pode vender naming right

A prestação, vencida em setembro, tinha valor aproximado de R$ 28 milhões

Marina Branco
Por
Neo Química Arena
Neo Química Arena - Foto: Divulgação I Corinthians

A diretoria do Corinthians suspendeu o pagamento da terceira parcela trimestral da dívida pela construção da Neo Química Arena enquanto negocia com a Caixa Econômica Federal uma alternativa para quitar o estádio. A prestação, vencida em setembro, tinha valor aproximado de R$ 28 milhões.

Segundo dirigentes do clube, a suspensão teve aval da Caixa. O Corinthians pagou as duas primeiras parcelas do ano, totalizando R$ 56 milhões, mas deixou de quitar a terceira enquanto tenta avançar em uma proposta que envolve naming rights e outros ativos comerciais.

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Dívida está em R$ 630 milhões

A dívida do Corinthians com a Caixa pela construção da Arena está atualmente na casa dos R$ 630 milhões. A proposta do clube é quitar o débito oferecendo ao banco estatal o direito de explorar comercialmente o nome do estádio e outros produtos ligados à marca corintiana.

Hoje, os naming rights pertencem à Hypera Pharma, que paga cerca de R$ 15 milhões anuais, com correção pela inflação, desde a assinatura do contrato, em 2020.

A diretoria alvinegra entende que o valor de mercado atual dos naming rights da Arena está em torno de R$ 70 milhões por temporada, quantia que poderia viabilizar um acordo com a Caixa para dar a dívida como quitada.

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Naming rights e outros ativos

Além da possibilidade de a Caixa assumir o nome do estádio, a negociação envolve outros ativos comerciais. Entre eles estão o lançamento de títulos de capitalização, a transferência de toda a operação financeira do clube para o banco, incluindo contas e pagamento de salários, e a criação de cartões ligados ao programa Fiel Torcedor.

Caso a negociação avance, o Corinthians pretende oferecer à Hypera Pharma os naming rights de outras instalações do clube, como o CT Joaquim Grava, para evitar o pagamento da multa de rescisão do contrato atual.

Clube pediu devolução de R$ 27 milhões

Na semana passada, dirigentes do Corinthians estiveram na sede da Caixa, em Brasília, e também pediram a devolução de R$ 27 milhões que estão em uma conta reserva prevista no contrato de renegociação da dívida, assinado em 2022.

A diretoria ainda não recebeu resposta sobre a liberação do valor, considerado importante para a operação diária do clube em meio à grave crise financeira.

Negociação em ano eleitoral

O tema ganhou força neste ano por causa da crise financeira do Corinthians. O presidente Osmar Stabile costuma apontar a dívida da Arena como o principal motivo do desequilíbrio nas contas do clube, que tem endividamento total estimado em R$ 2,8 bilhões.

Há, porém, quem veja a negociação com ceticismo, por acontecer às vésperas das eleições para a presidência e o Conselho Deliberativo, marcadas para 28 de novembro, em queStabile tentará disputar a reeleição.

Mesmo assim, dirigentes corintianos consideram que as conversas avançam bem, especialmente por causa da articulação política em Brasília. A expectativa interna é que um desfecho possa ocorrer depois das eleições gerais no Brasil.

Pagamentos vão até 2041

Desde a inauguração da Arena, em 2014, o Corinthians já desembolsou cerca de R$ 600 milhões para pagar o financiamento da construção.

O contrato de renegociação firmado na gestão de Duilio Monteiro Alves prevê pagamento da dívida até dezembro de 2041, com amortizações crescentes a partir de 2025 e juros desde 2023, à taxa de 2% ao ano mais a variação do CDI.

Na prática, o clube pagou apenas juros em 2023 e 2024 e começou a reduzir o saldo devedor a partir de 2025.

A suspensão da terceira parcela ocorre justamente enquanto a diretoria tenta transformar a negociação com a Caixa em uma solução definitiva para encerrar a dívida da Neo Química Arena.

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caixa corinthians dívida Naming Rights

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