MARÉ CRESCENTE
Travessia Mar-Grande Salvador ajuda nadadores baianos a evoluir
Conheça as histórias de Claudine e Lorenzo, veteranos que voltam à Travessias pela quarta vez


Nacionalmente reconhecida como uma das provas mais importantes da natação em águas abertas no Brasil, a Travessia Mar Grande-Salvador passou por um período de pausa, mas voltou a ser realizada de forma consecutiva a partir de 2023.
Desde seu retorno, centenas de participantes já encararam o desafio, alguns com mais assiduidade, outros com menos. Entre eles, vale destacar aqueles que têm marcado presença na competição e fizeram dela uma parte importante de sua evolução no esporte.
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Um desses exemplos é Claudine Tekes, que desde os 14 anos já despontava como uma das promessas da maratona aquática baiana. Natural de Salvador, a nadadora construiu uma trajetória marcada por conquistas e participações em competições nacionais, com destaque para o vice-campeonato brasileiro de águas abertas em 2017 e 2018, além do terceiro lugar na mesma disputa em 2019.
Claudine lembra com carinho de quando aprendeu a nadar com o pai, aos dois anos, mas aponta outra inspiração para a decisão de seguir carreira nas águas abertas.
"Eu comecei a natação com dois anos de idade, com meu pai, que me ensinou a nadar em um rio. Porém, foi aos dez anos, depois de ver Ana Marcela nadando a Travessia Mar Grande-Salvador, que percebi que queria seguir a carreira em águas abertas. Nunca imaginei que conseguiria chegar tão longe", contou.
Desde 2023, Claudine tem sido presença constante no pódio da Travessia Mar Grande-Salvador. Ela foi vice-campeã nas duas primeiras edições após o retorno da prova, em 2023 e 2024, e terminou em terceiro lugar em 2025, atrás de Ana Marcela e Victória Rosário.
Agora, aos 22 anos, a nadadora se prepara para sua quarta participação consecutiva na competição, destacando a importância que a prova tem em sua trajetória. "Fazer a travessia pela quarta vez me lembra o quanto é incrível fazer essa prova", declarou.
Para este ano, a nadadora acredita que finalmente pode conquistar o título, mas faz questão de reconhecer a força das concorrentes.
"Este ano, a concorrência está muito acirrada. Acredito que tenho chances de ser campeã e que sou uma das favoritas, porém também entendo que vai ganhar aquela que tiver a melhor estratégia de rota e resistência durante o percurso", afirmou ela.

Experiente aos 16
Um caso semelhante de evolução e relação afetiva com a Travessia é o de Lorenzo Horn. Com apenas 16 anos, ele já pode ser considerado um nadador experiente na prova, que disputará pela quarta vez.
No ano passado, Lorenzo obteve um resultado expressivo na categoria juvenil, conquistando o segundo lugar. Ao recordar sua estreia, o jovem destaca que ainda não tinha dimensão do desafio que estava prestes a enfrentar.
"Na minha primeira, eu nem sabia a dimensão da travessia. Não sabia nem quantos quilômetros eram exatamente. Só que meu treinador era meu pai, então confiei e fui", afirmou.
Os anos passaram e agora Lorenzo já entende a grandeza da prova. Com satisfação, ele fala sobre a transformação que a competição provocou em seu perfil como atleta.
"O Lorenzo da primeira Travessia, eu considero que não era focado. Esse Lorenzo de hoje é mais esforçado e dedicado e faz tudo o que for possível, por um ótimo tempo e para subir ao pódio", refletiu o nadador.

A mudança também aparece na maneira como ele próprio se define atualmente: "Hoje, com certeza, eu sou um Lorenzo mais esforçado e dedicado".
Claudine e Lorenzo são exemplos de como a travessia pode contribuir para a formação e a evolução de um nadador disposto a encarar seus desafios. No dia 29 de novembro, eles e outras dezenas de atletas voltarão a cruzar a Baía de Todos-os-Santos e continuarão aprendendo tudo o que o mar tem a ensinar.


