MILLENNIALS E GERAÇÃO Z
Por que os apartamentos compactos viraram febre entre jovens compradores e investidores?
Com comodidades que vão de coworking a lavanderia compartilhada, novos empreendimentos redefinem o conceito de moradia urbana


O mercado imobiliário vem respondendo de forma acelerada a uma profunda transformação no comportamento de consumo de uma nova geração de compradores. Em vez de priorizarem residências com grande metragem privativa, 68% dos compradores de imóveis compactos afirmam valorizar mais a infraestrutura oferecida pelo condomínio — como áreas de lazer, convivência e serviços —, segundo levantamento interno da SAES Empreendimentos.
A mudança reflete os hábitos de consumidores acostumados a modelos de acesso e compartilhamento, nos quais a localização estratégica, a praticidade diária e as experiências ganham peso decisivo na hora da compra.
Alta nos preços e valorização dos compactos
Esse novo perfil de moradia ganha força embalado por números expressivos do setor. Dados do Índice FipeZAP de agosto de 2026 indicam que os apartamentos de um dormitório registraram alta de 7,33% nos últimos 12 meses, superando a média geral residencial, que ficou em 5,49% no mesmo período.
O desempenho consolida a demanda por unidades eficientes, impulsionada por dois públicos principais:
- Jovens compradores e investidores: Veem nos compactos uma alternativa viável de entrada no mercado imobiliário e formação de patrimônio.
- Investidores tradicionais: Buscam as unidades como ativos estratégicos voltados para geração de renda e valorização a longo prazo.
Segundo a pesquisa da SAES, 75% dos compradores consideram a localização o fator decisivo, enquanto 64% destacam as estruturas compartilhadas como o principal diferencial competitivo.
"Millennials e a Geração Z cresceram em um ambiente de maior acesso a serviços e soluções compartilhadas e passaram a valorizar atributos como praticidade, localização e ambientes que facilitem a rotina", destaca Erivelto, CEO da SAES Empreendimentos.
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De acordo com levantamento da SAES Empreendimentos, a decisão de compra deixou de ser baseada apenas no tamanho do imóvel:
- 75% dos compradores apontam a localização e a proximidade de serviços como fatores decisivos.
- 74% priorizam a infraestrutura condominial completa para o dia a dia.

Arquitetura voltada para a experiência de morar
Para atender a essa demanda, os projetos residenciais precisaram redesenhar seus espaços coletivos. Áreas comuns que antes funcionavam apenas como complementos agora se tornaram extensões diretas das residências, integrando locais para trabalho remoto, descanso, bem-estar e gastronomia.
Um exemplo dessa tendência é o empreendimento City/Zen, localizado em Itajaí (SC), que reúne mais de 20 ambientes compartilhados — como coworking, piscina aquecida com raia de 25 metros, lavanderia coletiva e minimercado — distribuídos em uma área de 2.380 m² para studios que variam de 34 m² a 55 m².


