REUNIÃO DE NEGÓCIOS
Apesar do caos na Venezuela, Opep+ mantém produção de petróleo estável
Atacada pelos Estados Unidos, Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do mundo

Por Gustavo Nascimento

Uma reunião da Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), realizada neste domingo, 4, definiu que a produção de petróleo permanecerá estável mesmo com tensões políticas entre dois dos principais membros do grupo, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, além da prisão de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, pelos Estados Unidos.
A reunião foi feita de forma remota por representantes de oito países (Arábia Saudita, Rússia, Emirados Árabes Unidos, Cazaquistão, Kuwait, Iraque, Argélia e Omã), que estão entre os maiores produtores de petróleo do mundo e produzem cerca de metade do petróleo mundial.
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Segundo um delegado da organização, a questão da Venezuela não foi citada na reunião, que se concentrou na queda de 18% nos preços do petróleo em 2025, a maior registrada desde 2020, em meio à preocupação com o excesso de oferta.
Entre abril e dezembro de 2025, os oito países que participaram da reunião aumentaram as metas de produção de petróleo em cerca de 2,9 milhões de barris por dia, o que equivale a quase 3% da demanda mundial de petróleo. Em novembro, eles concordaram em suspender os aumentos de produção em janeiro, fevereiro e março.
Segundo um comunicado divulgado pela organização, os oito países se reunirão novamente no dia 1º de fevereiro.
Petróleo na Venezuela
No sábado, 3, após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos assumiriam o controle do país até que uma transição para um novo governo fosse possível, sem especificar como isso seria realizado. No entanto, o republicano também afirmou o interesse nas reservas de petróleo da Venezuela, que são as maiores reservas do mundo.
Nos últimos anos, a produção petrolífera no país despencou devido a anos de má gestão e sanções, o que pode mudar a partir dos bilhões de dólares prometidos por Trump. Ainda assim, analistas afirmam que é improvável que haja um aumento significativo na produção de petróleo bruto por anos.
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