INTERNACIONAL
EUA x Venezuela: Trump adotou estratégia ousada para monitorar Maduro
Maduro e esposa foram capturados pelas forças de segurança dos EUA, comandadas por Trump

Por Yuri Abreu

Com o objetivo de monitorar a localização do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, nos momentos anteriores à sua captura, a CIA (agência de inteligência dos EUA) manteve informantes no governo do país vizinho ao Brasil.
A localização de Maduro, conforme o jornal New York Times, foi acompanhada por meio de drones, que fizeram vigilância quase contínua do território venezuelano. O trabalho também contou com dados fornecidos por informantes locais.
Os oficiais operavam clandestinamente na Venezuela desde agosto, mapeando o "padrão de vida" de Maduro: rotina, deslocamentos e hábitos.
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A publicação norte-americana disse ainda que ex-autoridades reforçaram que o recrutamentos dos informantes pode ter sido facilitado pela recompensa de US$ 50 milhões oferecida pelo governo dos EUA por informações que levassem à captura do líder venezuelano.
Uma fonte ouvida pelo jornal disse que a captura foi resultado de “meses de planejamento meticuloso” e ocorreu em estreita coordenação entre a CIA e militares de operações especiais. Ademais, um alto funcionário declarou que Maduro estava “precisamente localizado” desde o início do plano.
Captura de Maduro fere tratados internacionais, aponta analista
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado na madrugada deste sábado, 3, pelas forças militares dos Estados Unidos, em uma ofensiva do país ao território sul-americano, já sinalizada por Donald Trump anteriormente. O avanço, no entanto, abriu o debate acerca da legalidade da postura.
Ao Portal A TARDE, Cláudio André de Souza, cientista político e colunista do Grupo A TARDE, afirmou que a invasão americana fere os tratados internacionais, o que inclui as diretrizes da Organização das Nações Unidas (ONU). O analista sinalizou ainda os possíveis interesses econômicos da Casa Branca na Venezuela, conhecida por suas reservas de petróleo.
"Importante que a gente trace que nos planos de Donald Trump, ele já tinha sinalizado que faria uma intervenção política e militar na Venezuela e isso tudo é dentro da perspectiva envolvendo o que a gente pode entender ali como interesse econômico imediato e estratégico tanto territorial quanto político e econômico, pensando essas três dimensões", afirmou o cientista político.
"Do ponto de vista legal, do ponto de vista pensando nos tratados de direito internacional, isso que Trump fez é um crime, capturar e levar um presidente para ser julgado no seu país. Esse tipo de usurpação não é previsto, não é algo, inclusive, a ser chancelado pela Organização das Nações Unidas, a ONU", completou Cláudio André.
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