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'Assassinados a sangue frio': Ministro detalha queda de Maduro

Presidente da Venezuela foi preso durante operação deflagrada pelos Estados Unidos no sábado, 3

Yuri Abreu
Por
Cenas do ataque dos EUA à Venezuela
Cenas do ataque dos EUA à Venezuela -

O ministro da Defesa da Venezuela, general Vladimir Padrino, afirmou neste domingo, 4, que grande parte da equipe de segurança do presidente Nicolás Maduro foi morta durante a operação deflagrada pelos Estados Unidos, no sábado, 3, e que culminou com a prisão do líder do país vizinho ao Brasil.

Em declaração na televisão, Padrino — militar do alto escalão da Venezuela e que está no cargo desde 2024 — não deu o número exato de assassinados. "Sequestro covarde [de Maduro] aconteceu depois de assassinar a sangue frio grande parte de sua equipe de segurança", afirmou o ministro.

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A declaração ele condiz com informações divulgadas pelo The New York Times. O jornal afirmou, no sábado, 3, que ao menos 40 pessoas morreram no ataque. Entre eles, estariam militares e civis.

Apoio a vice

O titular da defesa venezuelana ainda apoiou a declaração da vice-presidente Delcy Rodríguez como presidente interina do país. Ele afirmou que as Forças Armadas foram ativadas em todo o país para garantir a soberania.

Mais cedo, a Suprema Corte da Venezuela ordenou que a vice-presidente assuma o papel de presidente interina do país na ausência de Nicolás Maduro.

O que diz a Constituição da Venezuela?

A Constituição do país sul-americano diz que, caso haja a remoção de Maduro, a vice-presidente assume o posto de forma interina.

Ainda conforme a legislação, se a ausência absoluta do presidente acontecer nos primeiros quatro anos do período constitucional, será realizada uma nova eleição direta e secreta em 30 dias.

Em 2024, o CNE (Conselho Nacional Eleitoral) anunciou que Maduro foi reeleito com 51,2% dos votos, contra 44,2% de Edmundo González, que contestou o resultado.

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Delcy Rodríguez Nicolás Maduro venezuela Vladimir Padrino

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