MUNDO
EUA investigam surto de parasita após alta explosiva de casos
Autoridades investigam alimentos possivelmente contaminados por Cyclospora cayetanensis


Autoridades de saúde dos Estados Unidos investigam um aumento incomum de casos de ciclosporíase, infecção intestinal causada pelo parasita Cyclospora cayetanensis.
Segundo o CDC, 86 pessoas foram internadas e mais de 1.500 registros seguem em análise. Até o momento, não há mortes confirmadas.
A investigação é conduzida em parceria com a FDA, que busca identificar quais alimentos ou outras fontes podem ter provocado a contaminação.
Aumento repentino em vários estados
O avanço da doença chamou atenção principalmente pelo ritmo das notificações nas últimas semanas.
Em Michigan, quase 1.000 casos foram registrados desde 22 de junho, número muito superior à média anual do estado, que costuma ficar em torno de 50 ocorrências. Mais de 30 pacientes precisaram ser hospitalizados.
Em Ohio, foram contabilizados 177 casos em 2026, sendo 171 apenas no mês de junho. Já em Nova York, 107 dos 112 casos registrados neste ano ocorreram desde maio.
No total, 31 estados americanos já notificaram infecções por ciclosporíase em 2026.
O que é a doença
A ciclosporíase afeta o intestino e costuma provocar diarreia intensa e frequente, que pode surgir de forma abrupta. Outros sintomas incluem:
- cólicas abdominais;
- inchaço na barriga;
- náusea;
- perda de apetite;
- emagrecimento;
- cansaço prolongado.
Os sintomas geralmente aparecem cerca de uma semana após a infecção, mas esse período pode variar de dois dias a mais de duas semanas.
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Como ocorre a contaminação
A infecção acontece quando uma pessoa consome água ou alimentos contaminados por fezes que contenham o parasita.
Segundo o CDC, surtos anteriores já foram associados ao consumo de frutas, verduras e outros alimentos frescos.
O órgão ressalta que a transmissão direta entre pessoas é considerada improvável, porque o parasita eliminado nas fezes precisa permanecer no ambiente por uma ou duas semanas antes de se tornar infectante.
Casos podem ser ainda maiores
O CDC acredita que o número real de pessoas infectadas seja superior ao registrado oficialmente. Isso ocorre porque muitos pacientes apresentam melhora sem procurar atendimento médico ou realizar exames laboratoriais para confirmar a presença do parasita.
Enquanto a origem do surto não é identificada, as autoridades sanitárias seguem rastreando possíveis alimentos contaminados e monitorando novos casos em diferentes regiões do país.


