GUERRA PERSISTE
EUA lança novos ataques contra o Irã, os primeiros em um mês
Bombardeios americanos causaram "mortos e feridos", afirmou o Irã


Os Estados Unidos realizaram neste domingo, 30, bombardeios contra a ilha iraniana de Larak, os primeiros em um mês, anunciaram o comando militar americano para o Oriente Médio, que, segundo o Irã, causaram mortos e feridos.
“No início do dia, as forças americanas atacaram dois lançadores iranianos na ilha de Larak”, onde “foi observado que membros da Guarda Revolucionária Islâmica se prepararam para lançar foguetes com minas navais”, disse Tim Hawkins, porta-voz do Centcom, em um comunicado enviado à AFP.
Os bombardeios americanos causaram "mortos e feridos", afirmaram em um comunicado à Guarda Revolucionária, que anunciava que haveria "retaliação" em resposta a essa "agressão".
Pouco depois, a Guarda Revolucionária disse que atacou alvos militares americanos na Jordânia com mísseis balísticos e drones. Em particular, mirou instalações técnicas e de manutenção, assim como aeronaves, indicadas num comunicado relatado pela mídia estatal iraniana.
O Exército da Jordânia anunciou pouco depois que interceptou oito mísseis que violaram seu espaço aéreo, sem especificar sua origem. Em um comunicado, detalhou que os havia “destruído com sucesso”.
Esses ataques ocorreram após semanas em que as hostilidades perderam intensidade.
A administração Trump havia privilegiado a “guerra econômica” em vez dos bombardeios contra o Irã.
No entanto, houve trocas esporádicas de tiros na região, sobretudo no estreito de Ormuz e na sua vizinhança.
Desminagem concluída
Essa passagem estratégica marítima, pela qual transitava, antes da guerra, um quinto dos hidrocarbonetos do mundo, está bloqueada por Teerã, que ataca esporadicamente os navios que tentam atravessá-la.
Os Estados Unidos responderam mantendo um bloqueio dos portos iranianos.
“Na semana passada, o Centcom concluiu a remoção de minas das rotas de navegação internacionais do Estreito”, acrescentou Hawkins.
“As forças americanas monitoram de perto a região e continuam qualificadas para proteger a livre circulação das trocas comerciais nessa via marítima essencial”, acrescentou.
A guerra começou em 28 de fevereiro com ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que responderam tendo como alvo, em particular, os países do Golfo aliados de Washington.
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Um cessar-fogo em abril pôs fim a cerca de 40 dias de intensos bombardeios, e em junho foi realizado um protocolo de acordo destinado a encerrar definitivamente o conflito.
Mas o acordo foi concluído em julho após a retomada das hostilidades. Desde então, as negociações estão em um impasse.
Os preços do petróleo subiram após a divulgação dos ataques americanos contra o Irã.
O barril de Brent do Mar do Norte, referência internacional, voltou a superar o patamar simbólico de 90 dólares, chegando a 90,31 dólares. Seu equivalente americano, o West Texas Intermediate, subiu para 85,41 dólares.
A guerra com o Irã é profundamente impopular entre a opinião pública americana, com as eleições de meio de mandato previstas para novembro, que podem pôr fim ao controle republicano do Congresso.


