MUNDO
Gigante ilha marítima se move e gera alerta no Nordeste; veja
Perda de gelo alivia peso na crosta e provoca deformações geofísicas na ilha

Por Isabela Cardoso

A Groenlândia está se deslocando cerca de dois centímetros por ano em direção ao noroeste. Um estudo da Universidade Técnica da Dinamarca (DTU Space), baseado em 20 anos de monitoramento por satélite, revelou que a maior ilha do mundo enfrenta um processo constante de elevação e deformação de seu solo.
Os dados, obtidos por 58 estações de alta precisão, mostram que o fenômeno é acompanhado por alterações verticais na crosta, que incluem processos simultâneos de expansão e compressão da terra.
O efeito do derretimento: a terra está "subindo"
O fenômeno mais impressionante identificado pelos pesquisadores é o levantamento do solo. Com a perda acelerada da camada de gelo devido ao aquecimento global, o peso colossal que pressionava a ilha diminuiu.
Esse alívio de carga provoca uma resposta geofísica: a crosta terrestre "estica" para cima, um processo descrito como um mosaico de microdeformações.
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Enquanto algumas áreas se elevam, outras sofrem afundamento ou retração, refletindo a adaptação do manto terrestre às mudanças de massa. Esse cenário é moldado pelo Ajuste Isostático Glacial (GIA), um movimento iniciado ao fim da última Era do Gelo, mas intensificado pelo degelo recente.
Groenlândia rumo ao Brasil? A ciência desmente
O estudo da DTU Space descarta categoricamente a hipótese de que a ilha estaria se aproximando do Nordeste brasileiro. Os movimentos detectados são ajustes geofísicos locais e tectônicos voltados para o Hemisfério Norte, sem qualquer rota de aproximação com o território sul-americano.
Por que esse monitoramento é crucial?
A precisão das medições atuais oferece uma janela inédita para entender a interação entre o clima e a geologia. Compreender como a perda de gelo altera a estrutura da crosta terrestre é fundamental para o levantamento da crosta influencia a medição do nível oceânico local.
Além disso, também permite conhecer a estabilidade do terreno é vital para a infraestrutura e bases militares em um Ártico cada vez mais disputado.
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