MUNDO
Governo proíbe maquiagem, barba e tatuagens nas escolas; entenda
Medidas do governo mudam regras de conduta escolar e reacendem debate sobre disciplina e liberdade

Por Iarla Queiroz

Reconhecido como um dos parceiros comerciais do Brasil, a Costa Rica ganhou destaque nos últimos dias após adotar uma medida considerada drástica dentro de seu sistema educacional. O país, que mantém relações internacionais estratégicas, decidiu apertar as regras de conduta nas escolas públicas, provocando reações imediatas.
As novas diretrizes não alteram o conteúdo pedagógico, mas interferem diretamente no comportamento e na aparência dos estudantes, o que tem gerado forte debate entre pais, alunos e educadores.
O que passa a ser proibido nas escolas
A decisão foi tomada pelo Ministério da Educação Pública (MEP), por meio do Conselho Superior de Educação. A partir de agora, estudantes estão proibidos de usar maquiagem, manter unhas longas, utilizar acessórios como brincos e exibir tatuagens.
Além disso, o regulamento também veta o uso de barba e bigode, permitindo apenas versões consideradas discretas. As regras fazem parte do Regulamento de Avaliação de Aprendizagens e Conduta estabelecido pelo governo.
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Tecnologia também entra na lista de restrições
As mudanças não se limitam à aparência. O uso de celulares, smartwatches e tablets também deixa de ser permitido dentro das salas de aula. A exceção ocorre apenas em situações específicas, quando a tecnologia for considerada necessária como ferramenta pedagógica para o ensino.
Segundo o entendimento das autoridades, a medida busca reduzir distrações e aumentar o foco dos alunos durante as atividades escolares.
Disciplina ou excesso de rigidez?
O governo defende que as novas regras têm como objetivo promover mais disciplina, organização e concentração no ambiente escolar. No entanto, as medidas vêm sendo classificadas como excessivamente rígidas por parte da sociedade.
Pais e estudantes argumentam que as restrições ferem a liberdade de expressão e questionam a eficácia das proibições, apontando que mudanças na aparência pouco impactam, de fato, a qualidade do ensino.
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