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TENSÃO

Groenlândia emite alerta de defesa civil após ameaças de invasão dos EUA

Premiê Jens-Frederik Nielsen orienta população a se preparar para possível conflito militar

Rodrigo Tardio
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Frederik fez apelo para que os cidadãos iniciem preparativos para eventual invasão
Frederik fez apelo para que os cidadãos iniciem preparativos para eventual invasão - Foto: Frederick Florin | AFP

Em um movimento que eleva drasticamente a tensão diplomática no Ártico, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, alertou a população nesta terça-feira, 20, sobre a possibilidade de um ataque militar por parte dos Estados Unidos.

Durante entrevista coletiva, o chefe de governo do território autônomo — pertencente ao Reino da Dinamarca — fez um apelo para que os cidadãos iniciem preparativos para uma eventual invasão.

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O alerta fundamenta-se em declarações recentes da Casa Branca. Segundo Nielsen, o presidente americano Donald Trump sinalizou que a tomada da ilha é uma opção estratégica real.

"O líder do outro lado deixou bem claro que essa possibilidade não está descartada. Portanto, devemos estar preparados para tudo", declarou o premiê.

Diplomacia e defesa

Apesar de classificar o cenário de guerra como "improvável", Nielsen ponderou que a imprevisibilidade do cenário político impede o descarte de uma escalada armada.

Como medida prática, o governo local iniciará a distribuição de panfletos informativos orientando os civis sobre protocolos de segurança em caso de conflito.

O primeiro-ministro também buscou reforçar a posição internacional da ilha, lembrando que uma agressão ao território teria repercussões mundiais.

"A Groenlândia faz parte da aliança ocidental, a Otan. Se houver uma escalada ainda maior, isso também vai ter consequências para todo o mundo exterior", enfatizou.

Postura de Washington

Também nesta terça-feira, o presidente Donald Trump reiterou sua posição de não recuar em relação aos planos para o território. Questionado por jornalistas, Trump evitou descartar um cenário de ocupação forçada, aprofundando a crise com Copenhague e Nuuk.

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Defesa estados unidos Groenlândia invasão otan tensão diplomática

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