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“Não usem Deus para destruir”: Papa faz alerta duro contra guerra

Durante encontro em Camarões, pontífice critica uso da religião em conflitos e pede união pela paz

Iarla Queiroz
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Papa Leão durante discurso na Sala Paulo VI
Papa Leão durante discurso na Sala Paulo VI -

O Papa Leão XIV fez um forte apelo contra a guerra e o uso da religião como justificativa para violência. Durante um Encontro pela Paz em Bamenda, nos Camarões, o pontífice criticou diretamente o que chamou de “senhores da guerra” que manipulam a fé para destruir.

A fala aconteceu em uma região marcada por anos de conflito, tensão separatista e deslocamento de milhares de pessoas.

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“Falar em nome de Deus para destruir”

Em um dos trechos mais duros do discurso, o Papa condenou líderes que usam a religião como instrumento de poder e guerra.

Segundo ele, há grupos que “submetem as religiões e o próprio nome de Deus aos seus objetivos militares, econômicos e políticos”, transformando o que é sagrado em ferramenta de destruição.

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Entre dor e resistência

O encontro foi realizado na Catedral de São José, reunindo líderes religiosos, comunidades locais e vítimas da violência, incluindo relatos de pessoas sequestradas e famílias deslocadas.

Diante desse cenário, o pontífice reconheceu o sofrimento da população, descrevendo a região como “atormentada” e “ensanguentada”, mas destacou a resistência de quem insiste em construir caminhos de paz.

Um instante para destruir, uma vida para reconstruir

Ao falar sobre os impactos da guerra, o Papa fez um alerta direto sobre a lógica dos conflitos.

“Os senhores da guerra fingem não saber que basta um instante para destruir, mas muitas vezes não basta uma vida inteira para reconstruir. Fingem não ver que são necessários milhares de milhões de dólares para matar e devastar”, afirmou, ao criticar os investimentos em armas enquanto faltam recursos para saúde, educação e reconstrução.

A força de quem constrói a paz

Apesar do cenário de violência, o pontífice destacou o papel de pessoas anônimas que atuam no cuidado diário com vítimas e comunidades afetadas.

Ele chamou esse movimento de uma “revolução silenciosa”, feita por aqueles que escolhem ajudar o próximo mesmo diante de riscos.

“Sirvamos juntos à paz”

Encerrando a fala, o Papa reforçou a necessidade de união e solidariedade, afirmando que o mundo é sustentado por pessoas que escolhem o bem.

“O mundo é destruído por poucos dominadores e mantido de pé por uma multidão de irmãos e irmãs solidários”, disse.

Para ele, a paz não precisa ser criada do zero, mas acolhida — a partir do reconhecimento de que todos compartilham o mesmo mundo e devem aprender a conviver como uma única família.

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EUA Guerra Papa Leão XIV

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