MUNDO
Noite de janeiro será dominada por fenômeno astronômico raro; saiba como
Júpiter entra em oposição e poderá ser visto a olho nu

Por Iarla Queiroz

A noite do dia 10 e a madrugada do 11 de janeiro reservam um espetáculo especial para quem gosta de observar o céu. Nesse período, estará visível durante praticamente toda a noite, sem a necessidade de equipamentos, graças a um fenômeno astronômico chamado oposição.
Esse alinhamento acontece quando o Sol, a Terra e Júpiter ficam quase perfeitamente posicionados em linha reta, fazendo com que o planeta fique exatamente oposto ao Sol no céu. Na prática, isso significa que Júpiter surge no horizonte leste logo após o pôr do Sol e só se despede com a chegada da manhã.
Quando e onde observar melhor
Para uma observação mais confortável, a recomendação é esperar cerca de uma hora após o pôr do Sol, quando o céu já está mais escuro e o crepúsculo astronômico chega ao fim. Com o horizonte leste livre de obstáculos, como prédios ou árvores, Júpiter se destaca facilmente como um ponto extremamente brilhante.
Ao longo da noite, o planeta sobe gradualmente no céu e atinge seu ponto mais alto por volta da meia-noite, ao cruzar o chamado meridiano celeste, uma linha imaginária que passa diretamente acima do observador. A partir desse momento, Júpiter inicia sua descida lenta em direção ao horizonte oeste, permitindo até 11 horas de observação contínua.
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Lua em movimento e espetáculo ampliado
Quem tiver acesso a binóculos ou telescópios poderá ir além da observação a olho nu. É possível acompanhar o deslocamento das quatro luas galileanas — Io, Europa, Ganimedes e Calisto — que orbitam Júpiter.
Ao observar o planeta em intervalos de 30 a 60 minutos, os movimentos dessas luas se tornam perceptíveis, abrindo espaço para registros fotográficos.
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