UNANIMIDADE
Senado do Paraguai aprova impeachment de Santiago Peña
Dos 45 senadores, 44 aprovaram o processo na Casa


O Senado do Paraguai aprovou o impeachment do presidente Santiago Peña, nesta sexta-feira, 6, em meio a forte crise bancária que o país enfrenta envolvendo o banco Ueno. Dos 45 congressistas, 44 assinaram o processo contra Peña.
O paraguaio passou a ser alvo de acusações por causa de seus vínculos empresariais com o grupo controlador do Ueno, e renunciou o cargo na última quinta-feira, 5. Mas, ainda assim, não foi o suficiente para impedir o avanço do pedido de impeachment no Congresso.
Antes da tramitação no Senado, o pedido foi aprovado na Câmara dos Deputados do país.
Quem é Santiago Peña, ex-presidente do Paraguai
Santiago Peña assumiu a presidência do Paraguai em agosto de 2023. Ele é um político da direita conservadora do Partido Colorado que há sete décadas controla o poder no Paraguai, exceto por cinco anos (1947-1952).
Peña é um conservador de 47 anos que foi eleito com apoio do ex-presidente Horacio Cartes (2013-2018). Ele é o governante mais jovem da era democrática do Paraguai e é considerado um pragmático com uma carreira acadêmica de sucesso, mas pouca experiência política.
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Entre 2000 e 2009, Peña foi funcionário do Banco Central. Em 2012, integrou a direção da instituição e, em 2014, foi nomeado ministro da Fazenda por Cartes, que o fez se filiar ao Partido Colorado. A legenda domina a vida política do Paraguai desde o século 19.
Entenda a crise que levou a renúncia de Santiago Peña
A crise financeira que mudou os rumos da política do Paraguai começou na terça-feira, 3. Na manhã de hoje, a Câmara iniciou o debate para abertura de um processo de impeachment que contava com o apoio até mesmo da legenda do mandatário, o Partido Colorado.
A reviravolta é consequência da liquidação do Ueno Bank, que tinha 2,9 milhões de correntistas, cerca de 60% da população adulta do país. Essas pessoas tiveram seus depósitos congelados.
Após a liquidação do banco, o presidente do BC paraguaio, Carlos Carvallo, renunciou ao cargo. Ele foi dirigente do banco digital até 2023, antes de assumir a chefia do Banco Central do país.


