DIREITOS HUMANOS
Soldados de Israel são acusados de estuprar ativistas pró-Palestina
Acusação foi feita pela Global Sumud Flotilla, organização da qual pertencem os ativistas que estão detidos pelo exército israelense

A Global Sumud Flotilla, organização de ativistas pró-Palestina, acusou nesta sexta-feira, 22, o exército de Israel por supostas agressões e estupros contra membros detidos na última missão do grupo. Ao todo, mais de 400 ativistas de diversos países, incluindo do Brasil, estão detidos. O grupo tentava levar suprimentos para a Faixa de Gaza.
O serviço prisional israelense, por sua vez, negou as acusações. “São falsas e inteiramente sem base factual. Todos os prisioneiros e detidos são mantidos de acordo com a lei, com toda consideração pelos seus direitos básicos e sob a supervisão de equipe prisional treinada e profissional”, afirmou um porta-voz em comunicado.
Após serem detidos, os ativistas foram deportados para a Turquia. Em vídeos divulgados pela Global Sumud Flotilla, parte dos deportados é deslocada de maca ao chegar ao território, enquanto outros mostram marcas de feridas e hematomas que teriam sido resultado de violência praticada por soldados.
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Ainda de acordo com a organização, um dos barcos com destino a Gaza teria sido particularmente usado para os abusos. A Global Sumud Flotilla afirma que 15 agressões sexuais foram relatadas, 12 delas na embarcação, que teria sido convertida em prisão improvisada com contêineres e arame farpado.
"Pelo menos 12 agressões sexuais foram documentadas somente naquela embarcação, incluindo estupro anal e penetração forçada com arma de fogo", diz o grupo em nota.
O ativista brasileiro Thiago Ávila, que publicou vídeo fazendo as mesmas acusações na quinta-feira, 21, afirma também que os detidos realizaram exames ao chegar à Turquia. Segundo o ativista, relatórios serão produzidos para que as supostas agressões componham processos judiciais em foros como o Tribunal Penal Internacional (TPI).
Ministro provoca polêmica
O ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, provocou crise diplomática na última semana ao publicar vídeo no qual ironizava os detidos e os mostrava amarrados e em situações degradantes.
Vários países criticaram o ministro, inclusive o próprio premiê de Israel, Benjamin Netanyahu.


