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Trump diz não se sentir mais obrigado a pensar apenas na paz

Presidente dos EUA afirmou que sua nova linha de raciocínio decorre do resultado do Nobel da Paz

Redação
Por Redação
Trump decidiu colocar a paz em segundo plano e resolveu priorizar os interesses de seu país.
Trump decidiu colocar a paz em segundo plano e resolveu priorizar os interesses de seu país. - Foto: Daniel Torok / White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu colocar a paz em segundo plano e resolveu priorizar os interesses de seu país. Segundo carta enviada ao governo norueguês e obtida nesta segunda-feira, 19, pela agência de notícias Reuters, Trump apontou um elo entre sua investida contra a Groenlândia e ele não ter sido ter sido laureado com o Nobel da Paz em 2025, vencido por María Corina Machado, opositora ao chavismo na Venezuela.

Trump afirmou na carta que sua nova linha de raciocínio decorre do resultado da premiação, ocorrida em outubro. Desde então, Trump já deu diversas demonstrações públicas de descontentamento com a decisão do Comitê do Nobel. Sua pressão foi tanta que Corina entregou seu Nobel a ele durante encontro na Casa Branca na semana passada.

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“Caro Jonas: dado que seu país decidiu não me conceder o Prêmio Nobel da Paz por eu ter parado mais de 8 guerras, já não me sinto obrigado a pensar exclusivamente na paz — embora ela continue sendo predominante —, agora posso pensar no que é bom e adequado para os Estados Unidos da América", afirmou Trump na carta enviada ao premiê norueguês, Jonas Gahr Støre, no domingo, 18.

Em seguida, o presidente norte-americano voltou à questão da Groenlândia: questionou a soberania da Dinamarca sobre o território, voltou a dizer que há uma "ameaça russa e chinesa" no local e voltou a utilizar falas amplamente contestadas como "não haver documentos escritos" que comprovem o vínculo entre dinamarqueses e groenlandeses.

Reação

A Europa reagiu, neste domingo, 18, às recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a Groenlândia. Em um texto conjunto, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Países Baixos, Noruega, Suécia e Reino Unido divulgaram que haverá um reforço na segurança do território no Ártico.

Além disso, os oito países manifestaram solidariedade à Groenlândia e rejeitaram a imposição de tarifas comerciais como forma de pressão diplomática.

“As ameaças de tarifas prejudicam as relações transatlânticas e representam um risco de uma espiral descendente perigosa. Continuaremos unidos e coordenados em nossa resposta. Estamos comprometidos em defender nossa soberania”, diz o texto.

Ainda no comunicado oficial, os países europeus afirmam que o exercício militar “Arctic Endurance”, citado por Trump como um ponto de tensão, “não representa nenhuma ameaça para ninguém” e visa apenas fortalecer a segurança na região.

“Como membros da Otan, estamos empenhados em fortalecer a segurança do Ártico como um interesse transatlântico comum. O exercício dinamarquês pré-coordenado “Arctic Endurance”, realizado com os Aliados, responde a essa necessidade. Ele não representa nenhuma ameaça para ninguém”.

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Tags

Donald Trump Prêmio Nobel da Paz Relações EUA-Groenlândia Segurança no Ártico

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