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Trump mira domínio de mais um território após ataque à Venezuela

Nuuk e Copenhague rejeitam investida contra a Groenlândia

Rodrigo Tardio
Por
Movimentação de Trump é vista como esforço para garantir controle de vastas reservas de petróleo e minerais críticos
Movimentação de Trump é vista como esforço para garantir controle de vastas reservas de petróleo e minerais críticos - Foto: Patrick T. Fallon | AFP

O Primeiro-Ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielssen, repudiou veementemente nesta segunda-feira, 5, as novas investidas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela anexação da ilha ártica.

A insistência de Washington em integrar o território estratégico ao domínio americano gerou uma onda de solidariedade europeia e reacendeu temores geopolíticos globais após a recente intervenção militar dos EUA na Venezuela.

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A movimentação de Trump é vista como um esforço para garantir o controle de vastas reservas de petróleo e minerais críticos.

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No último domingo, o presidente americano reforçou que os EUA agora governam a Venezuela e sinalizou que a Groenlândia — território autônomo dinamarquês — é o próximo foco de interesse devido à sua localização estratégica e riquezas minerais inexploradas.

Crise diplomática

A tensão escalou no sábado após uma publicação de Katie Miller, ex-assessora da Comissão para a Eficiência Governamental (DOGE) e atual funcionária do bilionário Elon Musk. Miller publicou um mapa da Groenlândia coberto pela bandeira americana com a legenda "SOON" (Em breve).

A Primeira-Ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, classificou a postagem como "desrespeitosa". "Nosso país não está à venda e nosso futuro não é decidido por publicações em redes sociais", afirmou Frederiksen, lembrando que a Dinamarca é membro da Otan e goza de garantias de segurança da aliança.

Valor do Ártico

O interesse americano não é meramente geográfico. Com o derretimento das geleiras abrindo novas rotas marítimas, a Groenlândia tornou-se um ponto nodal para a defesa e o comércio. A ilha abriga a base de Pituffik (antiga Thule), essencial para o sistema antimísseis dos EUA.

Além disso, a região possui 25 dos 34 minerais fundamentais para a União Europeia, incluindo terras raras. Atualmente, a China também monitora a região, o que levou o governo chinês a instar os EUA a "pararem de usar a 'ameaça chinesa' como desculpa para buscar benefícios pessoais".

Apoio internacional

Líderes europeus cerraram fileiras em torno de Copenhague. Pascal Confavreux, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da França, declarou que "as fronteiras não podem ser alteradas pela força". Alexander Stubb, presidente da Finlândia, ecoou o sentimento no X: “Ninguém decide por Groenlândia e Dinamarca, exceto Groenlândia e Dinamarca”.

Embora a ilha busque independência, ela ainda depende economicamente de Copenhague, que provê 20% de seu PIB. A infraestrutura local, no entanto, permanece um desafio para a exploração mineral imediata, com condições climáticas adversas e falta de investidores de longo prazo.

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artico diplomacia Donald Trump Geopolítica Groenlândia recursos naturais

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