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TRAGÉDIA

Venezuelanos deportados por EUA desapareceram em hotel após terremoto

Mais de 100 pessoas estavam em prédio quando estrutura veio abaixo

Yuri Abreu
Por
Tragédia na Venezuela deixou pelo menos 1.700 motos
Tragédia na Venezuela deixou pelo menos 1.700 motos - Foto: Juan Barreto | AFP

Cem pessoas que estão entre as desaparecidas após um terremoto atingir a Venezuela tinham sido deportadas pelos Estados Unidos no mesmo dia em que o fenômeno ocorreu, no último dia 24 de junho.

O grupo estava em um hotel na cidade de La Guaira, localizada no norte de Caracas, capital do país. Eles estavam em um voo de deportação que partiu de Miami para o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, na Venezuela, transportando 146 pessoas — entre elas 19 mulheres e sete crianças.

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Eles chegaram ao país sul-americano às 10h22 (horário local) do dia da tragédia. Horas depois de chegarem ao estabelecimento, a Venezuela foi atingida por dois terremotos que deixaram, até agora, pelo menos 1.700 mortos.

Alguns dos deportados sobreviveram ao desabamento do hotel, mas muitos continuam presos sob os escombros. Equipes de resgate seguem vasculhando os escombros do hotel na tentativa de encontrar sobreviventes.

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Um bebê de 18 dias foi resgatado ao lado da mãe após mais de 30 horas presos sob os escombros de um prédio destruído pelos terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira, 24.

A mãe, Dayana Patino, disse à BBC que verificava constantemente se o recém-nascido, Juan David, ainda respirava para encontrar forças para continuar viva.

“Enquanto ele estivesse vivo, eu estaria viva. De vez em quando eu tocava o nariz dele para ter certeza de que ele ainda estava respirando”, contou.

As imagens do resgate da mãe e do bebê circularam pelo mundo e transformaram Juan David em um símbolo de esperança em meio à tragédia.

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