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INSPEÇÃO

Cozinha de escola em cidade baiana tinha dejetos de morcego

TCM acatou relatório de inspeção da oferta de alimentação escolar durante exercício de 2022 em Itagi

Rodrigo Tardio
Por
Foi constatado ainda que o cardápio das escolas não estava afixado em locais visíveis
Foi constatado ainda que o cardápio das escolas não estava afixado em locais visíveis - Foto: Divulgação

O ex-prefeito de Itagi, centro sul da Bahia, Olival Andrade Júnior, conhecido como Dr. Olival (União Brasil), foi multado no valor de R$ 1 mil, em razão das irregularidades na prestação do serviço de oferta de alimentação escolar no município, durante o exercício de 2022.

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O caso veio à tona, após o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia acatar as conclusões da auditoria realizada no município, para avaliar a infraestrutura e condições de oferta da alimentação escolar durante o exercício de 2022.

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O órgão avaliou a qualidade das instalações das cozinhas, o abastecimento de água, a adequação do quadro de nutricionistas da rede municipal de educação, a elaboração, disponibilização e cumprimento do cardápio e o controle dos gêneros alimentícios utilizados na alimentação escolar no município de Itagi.

Entre as irregularidades, o relatório destacou a quantidade insuficiente de nutricionistas para atender as escolas, uma vez que contava com apenas dois profissionais, quando o número adequado seria de quatro profissionais no município. Além disso, a carga horária contratada das nutricionistas não atende à recomendada, vez que as nutricionistas cumpriam apenas 20 horas semanais, quando o mínimo exigido é de 30 horas.

Foi constatado ainda que o cardápio das escolas não estava afixado em locais visíveis e que não cumpria os parâmetros legais, vez que a quantidade mínima de frutas, legumes e verduras para cada aluno por semana não era obedecida.

O TCM registrou ainda diversos problemas nas instalações das cozinhas das escolas, como goteiras, infiltrações, umidade, bolores, rachaduras nas pias, paredes sem revestimento adequado e ausência de ventilação apropriada.

Foi verificada também a presença de cupins e dejetos de morcegos, a inexistência de armários apropriados para o armazenamento de utensílios, a ausência de freezers e bebedouros instalados, além de pias danificadas e janelas com vidros quebrados, comprometendo ainda mais as condições de higiene e segurança alimentar nas unidades escolares.

O relatório registrou, por fim, que o tamanho da maioria das cozinhas visitadas era incompatível com o necessário para a realização das operações, o que compromete a eficiência nas atividades de recepção, armazenamento, preparo, distribuição e higienização de alimentos e utensílios. A decisão cabe recurso.

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Alimentação Escolar Inspeção itagi multa PREFEITURA relatório tcm-ba

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