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Baile Bonito reúne música brasileira e dança em Salvador

Novo projeto de Tito Bahiense e Antônio Cozido estreia no Rio Vermelho com show e pista aberta

Júlio Cesar Borges*
Por Júlio Cesar Borges*
Cantor Tito Bahiense e coreógrafo Antônio Cozido
Cantor Tito Bahiense e coreógrafo Antônio Cozido - Foto: Divulgação

Música brasileira ao vivo, dança e pista aberta para o público são os elementos que dão forma ao Baile Bonito, novo projeto criado pelo cantor e compositor Tito Bahiense e pelo dançarino e professor Antônio Cozido.

A primeira edição oficial acontece nesta sexta-feira, 25, na Varanda do SESI, no Rio Vermelho, com abertura da casa às 20h30 e show a partir das 22h. A cantora Juliana Ribeiro participa como convidada especial. Ingressos a R$ 60.

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A proposta é transformar a noite em um passeio por diferentes ritmos da música brasileira, reunindo samba, funk, ska, reggae, forró, samba de roda, baladas e outros gêneros em um repertório pensado para ser ouvido e, principalmente, dançado.

Hits famosos ganham novos arranjos e dividem espaço com composições próprias de Tito. “O Baile Bonito é um passeio pela música brasileira, trazendo canções consagradas, com novos arranjos, chamando o corpo das pessoas para a pista”, explica o cantor.

O projeto nasceu de uma parceria desejada há algum tempo pelos dois artistas. Tito e Cozido já se encontravam em shows e eventos e conversavam sobre a possibilidade de desenvolver um trabalho juntos.

A ideia começou a ganhar forma quando Tito compôs uma música chamada “Baile Bonito”, inspirada justamente na relação entre música e dança de salão.

“A gente se encontrava em alguns eventos, alguns shows de outros artistas, e se prometia: ‘vamos fazer alguma coisa’. Essa coisa ficou na minha cabeça e resultou numa composição chamada ‘Baile Bonito’”, conta Tito.

Para Antônio Cozido, no entanto, a experiência decisiva aconteceu durante a comemoração de seus 65 anos. Ele convidou Tito para se apresentar na festa e sugeriu um repertório brasileiro essencialmente dançante, com samba, baladas e diferentes ritmos.

Entre as músicas escolhidas estava justamente Baile Bonito. Segundo Cozido, a resposta do público mostrou que havia ali uma proposta que poderia ultrapassar aquela celebração particular.

“A festa foi um sucesso, com 125 pessoas se divertindo como se já se conhecessem há muitos anos. Ali nós percebemos que estava nascendo alguma coisa”, recorda.

Evento regular

A partir daquele encontro, os dois decidiram transformar a experiência em um evento regular. O conceito une a experiência musical de Tito à trajetória de Cozido na dança, colocando as duas linguagens no centro da festa.

“É uma excelente música brasileira aliada a uma excelente atitude de dança”, resume Tito. Para ele, o diferencial está justamente na relação permanente entre “o corpo que dança” e “a música que toca para o corpo”.

Criador do Swing Afro Baiano, Antônio Cozido conduz a dimensão corporal do projeto e propõe que o público não seja apenas espectador. A ideia é estimular a participação espontânea e criar uma troca constante entre palco e pista.

“A ideia do baile é fazer com que as pessoas se divirtam, que seja uma festa extremamente dançante. A ideia é que todos ali participem”, afirma.

Essa participação não pressupõe domínio de técnicas ou estilos específicos. O Baile Bonito é pensado principalmente para quem gosta de dançar e procura um espaço para fazer isso de maneira descontraída. “O público do Baile Bonito são aquelas pessoas que estão sem lugar para dançar, mas que gostam de dançar”, explica Cozido.

Sem nostalgia

A proposta também inclui a escolha de espaços que ofereçam conforto, segurança, acessibilidade, comidas e bebidas. Para Tito, a intenção não é reproduzir de maneira nostálgica os antigos bailes, mas recuperar a potência desse formato e atualizá-lo.

“Não é um trabalho saudosista. É um trabalho de expressão do belo, da canção bonita, da dança, do gesto, daquela voz que canta, daquele corpo que dança, daquela banda que toca”, afirma.

Ele destaca ainda a experiência dos músicos envolvidos e a preocupação em construir uma noite em que qualidade musical e liberdade para dançar caminhem juntas.

A participação de Juliana Ribeiro nesta primeira edição também reforça a ideia de criar encontros dentro do projeto. Para Cozido, a expectativa é que o evento se estabeleça como um ponto de convivência e celebração na noite soteropolitana.

“Acho que, a partir daí, cresce um movimento bonito, um local onde as pessoas vão para ter entretenimento, relaxar, ter prazer, ouvir boa música e encontrar um espaço de confiança e interação”, diz.

A intenção é que o Baile Bonito passe a integrar de forma recorrente a programação noturna da cidade, com edições mensais em diferentes espaços. “É uma forma criativa de estar em cartaz, juntando as pessoas”, resume Tito

Baile Bonito: Música & Dança com Tito Bahiense e Antônio Cozido

  • Quando: sexta-feira, 25 de setembro
  • Horário: 22h
  • Onde: Varanda do SESI Rio Vermelho

*Sob supervisão do editor Chico Castro Jr.

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