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Articulação cacaueira

Bahia celebra a suspensão da importação de cacau da Costa do Marfim

Redação
Por Redação
Cacau da Bahia
Cacau da Bahia - Foto: André Frutuôso | Ascom CAR

O excelente resultado de uma ação articulada e coletiva é tão mais celebrado quanto mais grupos sociais e órgãos públicos envolvidos participem do mutirão. Esta é uma teoria possível, quando se verifica a pausa na importação de cacau da Costa do Marfim, em movimento liderado pela Bahia.

Para os protagonistas, a decisão tem impacto direto tanto na segurança fitossanitária quanto no ambiente econômico. O setor produtivo uniu-se ao governo federal, à Assembleia Legislativa da Bahia, ao Congresso Nacional e ao Ministério da Agricultura.

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Cada qual comemorou a seu modo o êxito de todas e todos, ao final compartilhado: a publicação do Despacho Decisório número 456/2026. O motivo alegado e constante nos autos é o de proteger a produção baiana dos riscos de pragas e doenças transmitidas nas amêndoas marfinenses.

A decisão tem impacto direto tanto na segurança fitossanitária quanto no ambiente econômico, unindo proteção contra pragas e fortalecimento do mercado

Não se pode abrir a costa para a ameaça de uma outra peste semelhante à conhecida por vassoura de bruxa, imagem associada à das plantas adoecidas. Uníssono e persuasivo, o argumento decorre do fluxo de grãos oriundos de países vizinhos à Costa do Marfim, misturando frutos de distintas origens.

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Bastava a estratégia de vetar a compra da amêndoa fermentada e já estaria moralmente justificada a aliança nascida das velozes trocas de ideias baianas. A medida, no entanto, transcende à questão de segurança dos cacaueiros: a convergência vem da infraestrutura, conduzida pela economia.

Do ponto de vista do mercado, a redução da oferta externa contribui para a recomposição da renda do agricultor em momento de forte instabilidade. Com o agravamento da crise por distorções de preços, insegurança regulatória e riscos sanitários, o Governo da Bahia escolheu agir rápido – e agiu bem.

Não apenas organizou a luta, mas fez dela o que se espera de um governo comprometido com a cidadania: transformou a vitória em necessidade. O sabor é o de um chocolate, tal a goleada de vantagens obtidas pela equipe baiana: o útil da preservação dos cacaueiros uniu-se ao agradável dos negócios agrícolas.

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Bahia cacau Costa do Marfim

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