POLÍCIA
Acusados de espancar homem até a morte passam por audiência de instrução
Ex-músicos da Osba e outros dois réus teriam reagido a assalto no Corredor da Vitória
Dois anos após a morte de um homem espancado no Corredor da Vitória, em Salvador, os quatro acusados pelo crime participam, nesta quinta-feira, 11, da primeira audiência de instrução do caso. A sessão está marcada para as 9h30, no Fórum Criminal de Sussuarana.
Entre os réus estão dois ex-músicos da Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba), identificados como músicos da Osba Lincoln Sena Pinheiro e Laércio Souza dos Santos, além do namorado do Lincoln, Marcelo da Cunha Rodrigues Machado, e um morador da região, Sérgio Ricardo Souza Menezes.
Relembre o caso
O caso aconteceu na madrugada de 23 de março de 2024, na Avenida Sete de Setembro, na região do Corredor da Vitória. Segundo as investigações da Polícia Civil, a vítima, que não portava documentos de identificação, morreu após ser agredida pelo grupo.
De acordo com a apuração policial, Lincoln Sena, Marcelo da Cunha e Laércio Souza caminhavam pela região quando teriam sido abordados pela vítima, que supostamente anunciou um assalto. Os três reagiram e iniciaram as agressões. Em seguida, um morador da região, identificado como Sérgio Ricardo Souza Menezes, teria se juntado ao grupo.
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Moradores ouviram a confusão e acionaram a Polícia Militar. Quando os agentes chegaram ao local, encontraram a vítima gravemente ferida. O homem chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos. Os quatro suspeitos foram presos em flagrante e passaram a responder pelo crime.
Músicos foram suspensos da Osba
À época, a Associação Amigos do Teatro Castro Alves (ATCA), responsável pela gestão administrativa da Osba, divulgou nota manifestando "grande pesar" pela morte da vítima. A entidade afirmou que acompanhava o caso e que aguardaria o andamento das investigações, respeitando o direito à ampla defesa e ao devido processo legal.
No comunicado, a ATCA informou ainda que os dois músicos envolvidos no caso eram contratados pelo regime celetista e que, enquanto permanecessem presos preventivamente, teriam os contratos de trabalho suspensos, conforme prevê a legislação trabalhista brasileira.
A entidade também anunciou o cancelamento do Concerto de Páscoa da Orquestra Sinfônica da Bahia, que seria realizado no dia 28 de março de 2024, na Sala do Coro do Teatro Castro Alves. Segundo a ATCA, a decisão foi tomada em respeito aos acontecimentos relacionados ao caso.