POLÍCIA
Acusados de matar Valdir Cabeleireiro enfrentam júri popular em Salvador; relembre caso
Morte do cabeleireiro chocou a capital baiana há quase 10 anos

Dois dos responsáveis pela morte do cabeleireiro Valdir Macário, crime que chocou a capital baiana em 2016, vão a júri popular nesta terça-feira, 25 de agosto. A sessão que vai julgar Edgar Santos da Silva, mandante do crime, e Patric Ribeiro Tupinambá, um dos executores, está prevista para começar às 8h no Salão do Júri do Fórum Ruy Barbosa.
O julgamento dos acusados chegou a ser adiado quatro vezes por conta de sucessivos obstáculos processuais. Na última ocasião, o adiamento aconteceu porque Patric compareceu ao fórum sem advogado. Segundo informações, ele teria informado que seus representantes haviam deixado o caso no dia 5 de agosto, véspera do julgamento.
Por conta disso, o julgamento de Edgar também foi adiado, já que eles respondem ao processo em conjunto. Segundo entendimento do Ministério Público do Estado (MP/BA), o júri deveria ser remarcado para que ambos fossem julgados simultaneamente.

Sem advogado, a assistência jurídica de Patric será feita pela Defensoria Pública.
Relembre o crime
No dia 12 de novembro de 2016, dois homens executaram o cabeleireiro Valdir Macário a tiros, diante de funcionários e clientes dentro do estabelecimento da vítima, o “Salão Valdir Cabeleireiro”, localizado na Avenida Vasco da Gama, em Salvador.
Câmeras de segurança do local registraram o momento em que Patric e outro homem, ainda não identificado, chegam ao local enquanto Valdir está atendendo um cliente e, ao perceber a ação, corre para o banheiro na tentativa de se proteger.
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Enquanto Patric rendia as pessoas no salão, o terceiro suspeito foi atrás de Valdir e executou o cabeleireiro com cerca de 20 tiros de pistola calibre .40.
Segundo informações reveladas, Edgar Santos da Silva, também conhecido como 'Chocolate', ficou dentro do carro aguardando os comparsas.

Motivação
As investigações da Polícia Civil apontaram Edgar da Silva Santos como mandante do crime.
Em depoimento, ele confessou ao então diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado José Bezerra, que ordenou o assassinato por acreditar que Valdir acobertava o relacionamento entre seu irmão, Reginaldo Manoel da Silva, e sua esposa, Jucilene Alves dos Santos.
As investigações apontaram que, em 15 de outubro de 2016, um mês antes da execução de Valdir, Edgar havia pago cerca de R$ 20 mil para que homens matassem Reginaldo. Ainda no depoimento, 'Chocolate' alegou sentir-se ameaçado após Valdir afirmar que a tentativa de homicídio sofrida por Reginaldo não ficaria impune.
Terceiro suspeito não identificado
A família de Valdir Macário segue em busca de respostas sobre a participação de um terceiro homem no crime. Ele aparece nas imagens das câmeras de segurança do estabelecimento aparece trajando calça escura, camisa rosa e boné vermelho.

“Gostaria de saber [quem é o outro suspeito que aparece nas imagens das câmaras de segurança ao lado de Patrick]. Também tenho o mesmo anseio de todos em saber. Porque se um [suspeito] fica lá embaixo e subiram dois, então, foram quantos?”, questiona a empreendedora Aldísia Macário, irmã de Valdir.
Investigação já foi encerrada
Ao portal A TARDE, a Polícia Civil da Bahia informou que o inquérito foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em março de 2017. A corporação ainda afirma que as investigações foram encerradas naquele momento em relação aos envolvidos identificados.
Desde então, o procedimento não teria retornado à Polícia Civil para a realização de novas diligências.
“Em relação ao caso de Valdir Macário, informamos que o Inquérito Policial foi remetido ao Poder Judiciário em 13 de março de 2017, após a conclusão das investigações sobre os envolvidos identificados à época. Desde então, o procedimento não retornou à Polícia Civil para novas diligências. Para mais informações a respeito das solicitações, sugerimos o contato com o Poder Judiciário”, diz a nota.


