POLÍCIA
Avenida Contorno é bloqueada por manifestantes após ação da PM na Gamboa
Barricadas em chamas fecharam a Avenida Contorno no início da noite desta terça-feira (28/07)


Uma manifestação interditou a Avenida Contorno, uma das principais vias de Salvador, no início da noite desta terça-feira, 28. O protesto foi realizado por moradores da comunidade da Gamboa de Baixo, que bloquearam a pista ateando fogo em pneus, lixo e pedaços de madeira.
A Avenida Contorno é uma importante ligação entre a Cidade Alta e a Cidade Baixa de Salvador. Com o bloqueio, um grande congestionamento passou a se formar nas vias de acesso à avenida, afetando o fluxo de veículos em diferentes pontos da capital.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o impacto da manifestação no trânsito. Em um dos registros, ônibus aparecem parados na via, impossibilitados de seguir viagem por causa da barricada montada pelos manifestantes.
Segundo relatos de moradores, o protesto foi motivado por uma ação da Polícia Militar realizada na Gamboa de Baixo. Conforme as informações apuradas pela reportagem, durante a operação um adolescente de 15 anos teria sido baleado.
Ainda de acordo com moradores da comunidade, o jovem foi socorrido após ser atingido. Até o momento, não há informações oficiais sobre o estado de saúde da vítima nem sobre as circunstâncias em que ela foi baleada.
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Equipes da Polícia Militar acompanham a situação e iniciaram uma negociação para a liberação da Avenida Contorno. Durante a conversa com os manifestantes, a tenente-coronel Cláudia Mara, comandante do 18º Batalhão da Polícia Militar (BPM), afirmou que pretende estreitar o diálogo com os moradores da Gamboa de Baixo.
"Eu quero começar com vocês. Eu quero ouvir vocês, eu quero alinhar ações com vocês, eu quero poder ir até a Gamboa, ver o que está errado, apurar o que está errado, refazer o que tem que ser refeito", declarou a comandante.
A oficial ressaltou que é a primeira mulher a comandar o 18º BPM e pediu a colaboração da comunidade para restabelecer o diálogo e permitir a liberação da via. "O 18º Batalhão nunca teve uma mulher no comando. Eu sei o que é ser mulher. Então, eu preciso desse apoio de vocês. A gente precisa alinhar e liberar a via para que as pessoas passem. Depois, sentar e conversar para ver o que a gente pode fazer. Porque a gente está aqui para ter a paz social", afirmou.
Durante a conversa, a tenente-coronel também confirmou que a Polícia Militar realizou incursões na Gamboa de Baixo e explicou que as ações ocorreram após o homicídio registrado recentemente no bairro Dois de Julho, atribuído, segundo ela, a suspeitos ligados à comunidade.
"As incursões na Gamboa ocorreram, sim. Porque vocês viram, recentemente, o que aconteceu aqui no Dois de Julho, quando uma pessoa foi morta e atribuíram o crime a um pessoal da Gamboa que tinha subido para o Dois de Julho. Por isso, essas incursões", explicou.
Ao finalizar a negociação, Cláudia Mara voltou a defender a aproximação entre a corporação e os moradores. "A gente precisa alinhar as nossas ações, porque queremos a mesma coisa, podem ter certeza", concluiu.
A reportagem procurou a corporação para obter detalhes sobre a operação e esclarecer as circunstâncias do caso. A matéria será atualizada assim que houver um posicionamento oficial.


