OPERAÇÃO ARIZONA
Corretora de imóveis é presa por golpe milionário na Bahia
Uma contadora envolvida no crime foi presa em dezembro

Por Luiza Nascimento

Uma mulher de 52 anos foi presa preventivamente, neste sábado, 3, por suspeita de envolvimento em golpes imobiliários que causaram prejuízo superior a R$ 2,5 milhões às vítimas. Ela foi localizada em uma residência no bairro Muchila, em Feira de Santana, no centro-norte da Bahia.
A prisão ocorreu durante o cumprimento de mandado expedido pelo Poder Judiciário, na Operação Arizona. A ação, conduzida pela 1ª Delegacia Territorial de Feira de Santana, apura uma fraude na venda de um imóvel rural avaliado em aproximadamente R$ 1,5 milhão.
Investigações em andamento
Outras duas investigações indicam o envolvimento da mulher em outros golpes com prejuízo calculado em cerca de R$ 1 milhão às vítimas. O caso tramita na Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) de Feira de Santana.
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Durante a ação, os policiais apreenderam sete celulares, duas máquinas de cartão de crédito, cheques e chaves de imóveis. Segundo as apurações, parte dos valores obtidos de forma ilícita teria sido direcionada a uma pessoa jurídica vinculada a uma contadora suspeita, presa pela Polícia Civil em dezembro de 2025.
Além disso, houve bloqueio judicial de contas bancárias relacionadas aos investigados. A mulher permanece à disposição do Poder Judiciário.
Oitivas e diligências seguem em andamento para a completa elucidação do caso. A prisão foi realizada de forma integrada pela DRFR, vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), em conjunto com a 1ª Delegacia Territorial de Feira de Santana, com apoio de equipes do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
Relembre a outra suspeita presa
Uma contadora, de 63 anos, e uma corretora de imóveis, de 52, foram flagradas em um esquema fraudulento que simulava a venda de uma fazenda na cidade de Castro Alves, no recôncavo baiano, causando um prejuízo de R$ 1,5 milhão a um comprador.
A contadora foi presa no dia 22 de dezembro. Já a corretora, apontada como mentora do golpe, estava sendo procurada pela polícia.
As investigações apontam que a contadora fingia ser a inventariante responsável pelo espólio da fazenda, dando aparência de legalidade à transação. A vítima, acreditando na negociação, realizou diversas transferências bancárias que totalizaram R$ 1,5 milhão.
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