POLÍCIA
Filho de vereadora acusado de atropelar atleta enfrenta primeira audiência
Acidente aconteceu em agosto do ano passado e resultou na amputação de uma das pernas do maratonista

O caso do atropelamento do maratonista Emerson Pinheiro, de 29 anos, causado pelo filho da vereadora Débora Santana (PSDB), Cleydson Cardoso Costa Filho está prestes a tomar um novo rumo nesta quinta-feira, 21, data que marca a primeira audiência do caso.
Em preparação da audiência, a defesa da vítima, composta pelos advogados Rogério Matos e Losangela Passos, falaram com a imprensa sobre o futuro do caso.
Em entrevista ao portal A TARDE, Emerson contou sobre as mudanças de sua vida após o acidente .
“Minha vida mudou completamente. Era uma pessoa 100% ativa, e a partir de agora eu dependo das pessoas dentro de casa para poder me mover, tomar um banho, ir para para cama, Isso tudo mudou de repente, da noite para o dia”, afirmou a vítima.
Além do depoimento sobre a mudança de vida, Emerson ainda comentou ao portal A TARDE, sobre a Justiça decidir seguir com os benefícios que a vítima recebia, que foram alvos de um requerimento da vereadora Débora Santana.
“Essa decisão me deixou um pouco mais feliz, principalmente em saber que a justiça lá tá sendo por mim e não vai me deixar sem ajuda”, contou Emerson.
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Sobre a audiência que vai acontecer na próxima quinta-feira, 21, Emerson comentou sobre as expectativas para o compromisso.
“Com essa audiência amanhã eu vou expressar os meus sentimentos e contar o meu relato no que eu presenciei naquele dia do acidente. Graças a Deus tô vivo. Então, eu vou contar tudo o que eu presenciei naquele dia”.

O que diz a defesa de Emerson
A reportagem do portal A TARDE falou com a equipe de defesa da vítima, que é composta pelos advogados Rogério Matos e Losangela Passos, que contaram as expectativas para os próximos passos do julgamento.
“Finalmente agora ele vai poder ser ouvido porque na época ele ficou internado por um longo tempo”, disse o advogado Rogério Matos.
Além disso, Rogério expressou ao portal A TARDE que a defesa se demonstra positiva no fato da manutenção das medidas cautelares impostas ao réu.
“Nossa esperança é que de fato ele permaneça até o final da instrução do processo com as cautelares, senão presos preventivamente novamente”.
Processo vai à júri popular?
Mesmo com a audiência acontecendo somente na quinta-feira, 21, o advogado de Emerson disse, ao portal A TARDE que tem certeza que o caso vai à júri popular.
Entenda a polêmica envolvendo a vereadora Débora Santana
O acidente que amputou uma das pernas de Emerson resultou em uma grande polêmica envolvendo a mãe do acusado, a vereadora Débora Santana.
Com a estabilização do estado de saúde de Emerson, a defesa do maratonista partiu para um acordo de custos com a família do Cleidson.

Porém, conforme informou a advogada Losângela Passos ao portal A TARDE, o acordo vinha sendo descumprido pela parte de Cleydson. Com isso, a defesa de Emerson partiu para a judicialização do caso, para garantir os direitos necessários para o tratamento da vítima.
Com a decisão da Justiça, foram garantidos:
- pensão para a vítima no valor de R$ 3.000;
- manutenção do aluguel do apartamento da vítima;
- custeio é a continuidade do custeio das sessões de fisioterapia necessárias para reabilitação de Emerson;
- custeio das duas próteses, uma para uso cotidiano e outra para a prática esportiva do atletismo.
Porém, de acordo com Losângela, assim que a vereadora foi citada, ela teria recorrido a decisão com um recurso no Tribunal de Justiça da Bahia.
Após isso, a defesa de Emerson se apresentou à Justiça e o pedido de liminar foi negado.
“Eles entraram com outro pedido, mas, nós já apresentamos também a nossa defesa e estamos aguardando agora um posicionamento”, informou Losângela ao portal A TARDE.
Relembre o caso
O maratonista Emerson Pinheiro, de 29 anos, estava treinando no bairro da Pituba quando o motorista Cleydson Cardoso Costa Filho, filho da vereadora Débora Santana (PSDB) invadiu a calçada e atingiu um poste, uma barraca de acarajé e o corredor com o carro.
O acidente culminou na amputação de uma das pernas de Emerson e diversas fraturas na outra.
Desde o dia do acidente, amigos e familiares de Pinheiro se mobilizaram para doar sangue para reforçar o estoque do hospital.



