POLÍCIA
Foragido, Oruam tenta revogar ordem de prisão por lavagem de dinheiro
Ele é suspeito de ser beneficiário de um esquema ligado ao Comando Vermelho


A defesa do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, está tentando reverter a condição de foragido da Justiça pelo crime de lavagem de dinheiro, após ter a prisão revogada no processo sobre tentativa de homicídio contra policiais civis.
O advogado Thiago Lopes confirmou que ainda consta uma ordem de prisão contra o cantor, expedido pela 1ª Vara Especializada do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
"A sua defesa espera que esse mandado seja revogado em tempo breve por questões de justiça. A investigação se baseia em uma investigação da Polícia Civil, que apontou que, há quatro anos, Mauro Davi teria tido conversas com a mãe e empresária, Márcia Nepomuceno, tratando de questões financeiras”, afirmou o profissional em entrevista a Record.
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Investigação aponta Oruam como beneficiário de esquema do CV
Oruam é investigado por suspeita de ser um dos beneficiários de um esquema de lavagem de dinheiro da facção Comando Vermelho. O caso foi denunciado pelo Ministério Público à Justiça no mês de maio.
Além dele, a mãe do rapper, Márcia Gama, foi apontada como a gestora financeira do grupo. Ela também teve a prisão decretada, conseguiu reverter a decisão após recorrer.
Pai de Oruam, Marcinho VP que está preso desde 1996, ainda seria um dos principais líderes do CV, em um esquema que usaria imóveis, fazendas e estabelecimentos para ocultar o patrimônio.
Prisão por homicídio revogada
O rapper também responde pelo ataque contra dois policiais civis, mas não é investigado mais por tentativa de homicídio. A Justiça determinou que a situação se trata de lesão corporal, desacato e outros delitos.
Em 2025, ele e outros homens atiraram pedras contra os agentes. Segundo entendimento da juíza Tula Corrêa, não havia provas de que Oruam tivesse tentado matá-los.


