POLÍCIA
Imagens apontam que PM irmão de Eloá era monitorado antes de ataque
Vídeo mostra o momento em que o policial é abordado e baleado por dois suspeitos


Imagens de câmeras de segurança passaram a ser peça central na investigação da tentativa de execução do tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, em São Caetano do Sul. Os registros mostram a movimentação dos suspeitos antes e durante o ataque ocorrido na Avenida Goiás.
Segundo as imagens obtidas pelos investigadores, um homem em uma motocicleta vermelha chega à rua de uma academia por volta das 11h18. Ele estaciona no local e aguarda a chegada de um carro branco. Em seguida, ele desce da moto com o capacete no braço esquerdo, entra no veículo e permanece ali por alguns minutos. Depois, deixa o automóvel, momento em que um segundo homem sai do banco do motorista já com o capacete. Na sequência, ele assume a motocicleta vermelha e os dois seguem juntos em direção à Avenida Goiás, onde o atentado aconteceu. Para a Polícia Militar, essa dinâmica pode indicar que o oficial estava sendo monitorado antes da ação criminosa.
Em outro ponto da investigação, um segundo circuito de segurança flagrou o momento em que o policial foi baleado. À paisana e em uma motocicleta, ele para no semáforo quando dois homens se aproximam e efetuam os disparos. Após a ação, os suspeitos fogem do local. O tenente foi socorrido pelo helicóptero Águia, da Polícia Militar, e encaminhado inconsciente ao Hospital Mário Covas, no ABC paulista, onde passou por cirurgia de emergência.
Horas depois, a polícia prendeu três suspeitos em Guaianases, na zona leste da capital. De acordo com a Polícia Militar, os homens têm 52, 40 e 24 anos e teriam prestado apoio logístico e de transporte no dia do crime. Um deles teria confessado participação no atentado, enquanto o suspeito mais jovem deve ser liberado. Os detidos foram levados ao Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), e as investigações continuam.
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Histórico familiar e caso Eloá voltam à tona
O tenente da Rota tem trajetória antiga na corporação. Ele ingressou em 2009 como soldado, após servir na Marinha do Brasil como fuzileiro naval entre 2006 e 2009. Em 2015, tornou-se oficial após formação na Academia de Polícia Militar do Barro Branco. Ao longo da carreira, atuou por sete anos no patrulhamento de Força Tática e, em 2019, passou a integrar o 1º Batalhão de Polícia de Choque, as Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar.
O caso também traz um histórico familiar marcado por grande repercussão nacional. Na época em que a irmã Eloá Cristina Pimentel foi morta em 2008, após ser mantida em cárcere privado pelo ex-namorado Lindemberg Alves em Santo André, o oficial chegou a prestar depoimento no Tribunal do Júri. Durante a fala, afirmou que Lindemberg "era um monstro". Em outro trecho, declarou: "Ele era agressivo, sempre arrumava brigas por futebol".
A Polícia Militar informou que o tenente permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, sob monitoramento neurológico contínuo. O quadro mais recente é de estado gravíssimo, porém estável, após os procedimentos cirúrgicos realizados pela equipe médica.


