POLÍCIA
Influenciador Renato Cariani pode pegar até 51 anos de prisão; entenda
Acusação envolve suposto desvio de produtos químicos


O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu à Justiça a condenação do influenciador Renato Cariani por crimes relacionados ao suposto desvio de produtos químicos utilizados na fabricação de drogas.
A acusação envolve tráfico de matéria-prima destinada à produção de entorpecentes, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. Segundo o cálculo apresentado na acusação, a pena pode chegar a 51 anos de prisão, caso haja condenação. Cariani responde ao processo em liberdade.
O influenciador foi indiciado pela Polícia Federal em dezembro de 2023 e se tornou réu em fevereiro de 2024. Ele foi um dos alvos da Operação Hinsberg, que investigou um esquema de desvio de produtos químicos para o refino de cocaína e a produção de outras drogas.
Na época, a PF apontou que a empresa Anidrol Produtos para Laboratórios, da qual Cariani era sócio, teria simulado vendas para empresas que não haviam solicitado os produtos.
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De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, a empresa teria simulado pedidos e vendas de produtos químicos em 59 ocasiões para justificar os desvios.
A acusação sustenta que as substâncias eram destinadas à produção de drogas, especialmente cocaína e crack.
Além de Cariani, o MP pediu a condenação de Fábio Spindola Mota e Rodrigo Gomes Pereira. Segundo a acusação, Fábio seria responsável pela venda e intermediação do fornecimento dos produtos químicos, enquanto Rodrigo teria atuado na movimentação de recursos ilícitos por meio de depósitos em dinheiro e operações destinadas a dar aparência legal aos valores.
Mensagens são citadas na investigação
Os promotores também mencionaram mensagens extraídas do celular de Cariani que, segundo o Gaeco, indicariam conhecimento sobre o uso dos insumos químicos na fabricação de drogas.
A acusação afirma ainda que o influenciador mantinha contato próximo com um policial civil ligado à fiscalização de produtos químicos e recebia informações sobre diligências.
O Ministério Público também pediu a absolvição de Roseli Dorth, sócia de Cariani na Anidrol, e de Andréia Domingues Ferreira, que haviam sido citadas nas investigações. A decisão sobre os pedidos cabe à Justiça. As acusações ainda precisam ser analisadas no processo, e o pedido de condenação não significa que os réus já tenham sido considerados culpados.


