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Mulher trans é morta após discussão por pagamento de programa na Bahia

Delegacia de Homicídios aponta desavença como principal motivação

Luan Julião
Por
| Atualizada em
Jullyana Freitas Leite, mulher trans de 40 anos
Jullyana Freitas Leite, mulher trans de 40 anos - Foto: Reprodução / Redes Sociais

A Polícia Civil investiga a morte de Jullyana Freitas Leite, mulher trans de 40 anos, assassinada a tiros na noite de quinta-feira, 8, em Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador. O crime ocorreu em um imóvel localizado na Rua Los Angeles, no bairro Parque Getúlio Vargas, onde a vítima foi encontrada sem vida por volta das 22h.

As apurações iniciais indicam que Jullyana utilizava a casa para alugar quartos e receber clientes. Naquela noite, um homem esteve no local desde aproximadamente 20h. Após o atendimento, houve um desentendimento porque o cliente se negou a pagar pelo serviço. Como tentativa de assegurar o valor combinado, a vítima reteve o telefone celular do homem, que saiu do imóvel afirmando que retornaria com o dinheiro.

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Minutos depois, o suspeito voltou ao local portando uma arma de fogo e efetuou os disparos que mataram Jullyana. Em seguida, ele fugiu em uma motocicleta. O celular do suspeito foi deixado na residência e recolhido pela polícia, assim como dois aparelhos pertencentes à vítima e um carro estacionado em frente ao imóvel.

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Segundo a Delegacia de Homicídios (DH), a principal hipótese é de que o assassinato tenha sido motivado por uma desavença decorrente da discussão pelo pagamento. Imagens de câmeras de segurança instaladas nas imediações estão sendo analisadas e podem contribuir para a identificação do autor. Até o momento, não há registro de prisões.

A Polícia Civil informou ainda que Jullyana não portava documentos no momento do crime. A identificação foi possível após o cruzamento de informações contratuais do quarto com dados existentes nos sistemas da corporação. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) segue com o processo de identificação oficial por meio de exame papiloscópico. Até a última atualização, nenhum familiar havia comparecido para o reconhecimento do corpo.

Equipes da Delegacia de Homicídios e do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic) estiveram no local e realizaram os primeiros levantamentos da ocorrência.

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assassinato feira de santana HOMICÍDIO investigação policial Mulher Trans violência de gênero

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