POLÍCIA
Pai é condenado a 15 anos de prisão após filho matar pessoas em escola
Adolescente matou dois alunos e dois professores e deixou outras nove pessoas feridas


Um homem foi condenado nesta quinta-feira, 30, a 15 anos de prisão, por um atentado cometido pelo filho adolescente em 2024, em uma escola em Winder, nos Estados Unidos. O jovem, que hoje tem 16 anos, se declarou culpado e cumpre prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional.
O júri condenou o pai, Colin Gray, de 55 anos, por homicídio em segundo grau, homicídio culposo e outros crimes. Isso porque o homem teria presenteado o menino com um fuzil AR-15 no Natal de 2023, sendo que ele já havia feito ameaças de que cometeria o crime.
Meses depois, o adolescente matou dois alunos e dois professores e deixou outras nove pessoas feridas. Depoimentos revelaram que nas semanas que antecederam o episódio, o jovem teria apresentado sinais de piora na saúde mental.
Ele fazia parte de uma comunidade online de “true crime”, onde se juntava com outros jovens para discutir a obsessão por autores de tiroteios em massa. Em relato, a mãe do adolescente, Marcee Gray, disse que havia discutido com o ex-marido semanas antes do ataque e pedido que ele guardasse as armas com segurança e longe do alcance do filho.
Leia Também:
Defesa alega que pai não sabia dos problemas do filho
A defesa de Gray pediu ao juiz uma pena de 10 anos de prisão, seguida de 10 anos de liberdade condicional, o que foi recusado. De acordo com o avogado, o jovem teria escondido do pai a dimensão do envolvimento na comunidade online.
Ele afirma ainda que os sinais de alerta eram episódios isolados em meio a momentos de maior estabilidade.
Nos EUA, as armas de fogo são a principal causa de morte entre menores de idade.


