POLÍCIA
Polícia avança contra o CV em nova fase da Operação Contenção
Operação busca conter avanço territorial da facção criminosa no estado

Por Luan Julião

As polícias do Rio de Janeiro deflagraram, na manhã desta quinta-feira, mais uma etapa da Operação Contenção, voltada ao enfrentamento de integrantes do Comando Vermelho (CV) na Vila Kennedy, na zona oeste da capital fluminense.
Até o momento, oito pessoas foram presas durante o cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão relacionados ao crime de associação para o tráfico de drogas. As autoridades não divulgaram quantos suspeitos são alvo desta fase da ação.
Entre os detidos está um homem que foi localizado enquanto trabalhava como maqueiro em um hospital. De acordo com informações divulgadas pela TV Globo, equipes policiais foram inicialmente ao endereço do suspeito, mas receberam a informação de que ele estaria no Hospital Albert Einstein, no bairro de Realengo, onde acabou sendo encontrado e preso.
Em nota, a Polícia Civil informou que as prisões são resultado de uma investigação considerada aprofundada, que permitiu identificar alvos específicos e compreender a forma de atuação do grupo criminoso na região.
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A ofensiva desta quinta dá sequência às ações realizadas na véspera, quando policiais cumpriram 51 mandados de busca e apreensão no Complexo do Chapadão, também como parte da Operação Contenção. Na ocasião, o foco foi um grupo vinculado ao CV envolvido com tráfico de drogas, receptação de cargas e veículos roubados, além de esquemas de lavagem de dinheiro.
Durante a operação no Chapadão, três suspeitos morreram após, segundo a polícia, reagirem à abordagem e entrarem em confronto com os agentes. Ainda conforme a corporação, a ação provocou prejuízos significativos ao crime organizado, com a apreensão de armas, munições, drogas e equipamentos usados para comunicação e controle territorial.
A Operação Contenção foi criada para frear a expansão territorial do Comando Vermelho, capturar integrantes já identificados, reunir novas provas, localizar bens obtidos ilegalmente para bloqueio judicial, além de retirar barricadas e apreender entorpecentes e armamentos. Em dezembro, a operação ficou marcada por ações nos complexos da Penha e do Alemão, que resultaram em 121 mortes, sendo considerada a mais letal já registrada no país.
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