INVESTIGAÇÃO
Policial civil é suspeito de matar amigo durante viagem em destino turístico da Bahia
Vítima foi identificada como Jefferson D'Avila Conceição, de 33 anos.


Um policial civil de São Paulo é suspeito de matar o próprio amigo a tiros durante uma viagem a Arraial d'Ajuda, distrito turístico de Porto Seguro, no extremo sul da Bahia. O crime aconteceu na quinta-feira, 29, dentro de uma casa de temporada, após uma discussão que também teria envolvido agressões contra a esposa do suspeito.
A vítima foi identificada como Jefferson D'Avila Conceição, de 33 anos. Ele, o policial e a mulher são de São Paulo e estavam na região a passeio desde o último domingo, 25. Até o momento, ninguém foi preso.
Discussão começou após ida à praia
Em depoimento, o policial relatou que passou parte da quinta-feira consumindo bebidas alcoólicas com Jefferson na praia. Os dois teriam discutido durante o retorno ao imóvel onde estavam hospedados.
Segundo a versão apresentada pelo suspeito, ao chegar à residência, Jefferson teria exigido que a esposa do policial entregasse o próprio celular. Diante da recusa, ele teria agredido a mulher com um chute e um tapa.
Ainda conforme o depoimento, Jefferson teria pegado uma faca após as agressões. O policial afirmou que atirou contra o amigo para proteger a esposa.
A mulher também foi ouvida pelos investigadores e apresentou uma versão semelhante à do marido.
Leia Também:
Vítima saiu de casa sangrando e pediu socorro
O síndico do condomínio onde o grupo estava hospedado também prestou depoimento. Ele relatou ter ouvido disparos de arma de fogo e gritos de uma mulher.
A testemunha afirmou ainda que viu o policial deixar a residência em direção à praia e retornar posteriormente. Em outro momento, presenciou Jefferson saindo do imóvel ensanguentado e pedindo ajuda.
Arma entregue à perícia
De acordo com a polícia, o investigador entregou espontaneamente a arma utilizada nos disparos, que será submetida à perícia.
O imóvel também passou por exames periciais, e as imagens das câmeras de segurança do condomínio serão analisadas para ajudar a esclarecer a dinâmica do crime.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias da morte e verificar a versão de legítima defesa apresentada pelo suspeito.


