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OPERAÇÃO FARSA DIGITAL

Roubo e venda de dados: entenda esquema criminoso de casal em Salvador

Dupla também produzia e comercializada documentos falsos, como atestado de óbito

Luiza Nascimento

Por Luiza Nascimento

27/03/2026 - 8:28 h | Atualizada em 27/03/2026 - 9:25

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Operação Farsa Digital
Operação Farsa Digital -

Um casal está sendo alvo de uma investigação do Ministério Público da Bahia por comercialização de dados sensíveis e sigilosos obtidos através de invasões a sistemas eletrônicos. Os mandados de busca e apreensão, oriundos da Operação Farsa Digital, estão sendo cumpridos no bairro Nova Brasília, em Salvador, nesta sexta-feira, 27.

De acordo com as investigações, o esquema ilegal era operado a partir de residência, por meio de plataforma online.

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A operação se baseia em elementos reunidos no curso das investigações, que tiveram início no Gaeco do Ministério Público de São Paulo. O material apreendido, celulares, documentos e computadores, será periciado para aprofundamento das investigações.

Segundo as apurações, os investigados coletavam e expunham à venda informações protegidas de pessoas físicas e jurídicas, como:

  • Logins de acesso;
  • fotografias;
  • reconhecimento facial;
  • dados bancários;
  • registros governamentais;
  • dados policiais.

Alguns desses dados eram utilizados por terceiros para cometimento de outros crimes.

Produção e venda de documentos falsos

No decorrer das investigações ficou comprovado que os operadores figuravam como beneficiários dos pagamentos relacionados à venda dos dados e comercialização de documentos falsos produzidos a partir deles, como atestados de óbito.

Além disso, o casal é investigado pela prática do crime de invasão de dispositivo informático qualificada, além de possíveis delitos de falsidade documental e estelionato, entre outros que seguem sob apuração.

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Como a dupla agia?

Havia um domínio online em posse do casal, onde era oferecido o serviço de consulta em diversas bases de dados relativas a pessoas físicas e jurídicas, mediante fornecimento de logins exclusivos para ambientes restritos de acesso. A plataforma já foi bloqueada.

Foram identificadas também aproximadamente 41 mensagens eletrônicas relacionadas a transações financeiras vinculadas à plataforma, utilizada para a comercialização irregular de dados sensíveis.

As investigações iniciais indicam que oferta de informações por R$ 15 mil, mas esses valores podem ser maiores.

Sobre a investigação

As apurações são conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).

A ação foi realizada pelo Gaeco do MPBA, com apoio do Batalhão Apolo da Polícia Militar.

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Tags:

crime Gaeco MPBA

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