POLÍCIA
Saiba quem são PMs presos por homicídios de jovens em São Marcos
Mateus Daniel Chagas da Silva e Kaíque Reis dos Santos foram mortos em setembro de 2025


Investigados pelos assassinatos de Mateus Daniel Chagas da Silva e do adolescente Kaíque Reis dos Santos, ocorridos em 28 de setembro de 2025, no bairro de São Marcos, em Salvador, três policiais militares foram presos na manhã desta sexta-feira, 17, na capital baiana e em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana.
A Operação Vinculum foi deflagrada pelo Ministério Público da Bahia, em conjunto com a Secretaria de Segurança de Pública (SSP) e Polícia Militar, para cumprir mandados de prisão e busca e apreensão contra seis agentes de segurança pública.
De acordo com informações obtidas com exclusividade pelo portal A TARDE, até o momento, os presos foram:
- Jamile Maiara Reis dos Santos, em Lauro de Freitas;
- Arailton Climerio Ferreira Junior, em Salvador, no bairro Jardim Nova Esperança;
- Tiago Costa Oliveira, em Salvador, no bairro Garcia.
Outros três tiveram mandado de busca cumpridos nas respectivas casas.
A investigação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp) do MPBA e aponta indícios de que as vítimas tenham sido executadas e que a cena do crime tenha sido alterada para sustentar a versão apresentada pelos policiais, de que as mortes teriam ocorrido durante um intenso confronto armado.
Além do Geosp, participam da ação o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a Corregedoria da Polícia Militar e a Força Correcional Especial Integrada (Force), vinculada à SSP.
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Mateus e Kaíque foram mortos em dezembro de 2025
Mateus Daniel Chagas da Silva e o adolescente Kaíque Reis dos Santos, de 16 anos, foram mortos em 28 de setembro de 2025, no bairro de São Marcos, em Salvador, após ação policial.
Na ocasião, equipes afirmaram que agentes do Batalhão Gêmeos realizavam patrulhamento na Avenida Gal Costa quando receberam a informação sobre a presença de homens armados na localidade conhecida como São Domingos, onde foram e participaram de um suposto confronto. No entanto, moradores e familiares contestam a versão.
Policiais foram afastados dos cargos
Em outubro, a Polícia Militar afastou os militares envolvidos na ação e os agentes foram submetidos a oitivas individuais e encaminhados ao Departamento de Promoção Social da PM para acompanhamento psicológico especializado e participação em palestras diárias voltadas à valorização da vida e aos valores humanos.
De acordo com a PM, logo tomou conhecimento da ocorrência, determinou a adoção imediata do protocolo que estabelece as medidas a serem aplicadas em situações de ocorrência com trauma, inclusive aquelas que resultam em lesão corporal grave ou morte.
Segundo a PM, as apurações ocorrem em duas frentes complementares:
- Na esfera administrativa, conduzida pela Corregedoria-Geral da PM, sob a responsabilidade direta do coronel Delmo, corregedor-geral;
- Na esfera criminal, a cargo do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil, responsável por investigar as circunstâncias do fato.
"A Polícia Militar da Bahia reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e a defesa da vida, ressaltando que não compactua com desvios de conduta e assegurará a plena responsabilização de eventuais excessos, sempre garantindo os direitos constitucionais ao contraditório e à ampla defesa", disse em nota na época dos fatos.


