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POLÍCIA

“Vamos expandir": com Carnaval ampliado em 2027, Polícia Civil antecipa planejamento

Polícia Civil promete ampliar presença nos circuitos e fortalecer ações preventivas

Luan Julião

Por Luan Julião

20/02/2026 - 13:54 h | Atualizada em 20/02/2026 - 14:11

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Delegado-geral da Polícia Civil da Bahia, André Viana
Delegado-geral da Polícia Civil da Bahia, André Viana -

A folia de Salvador terá um novo desenho em 2027. Pela primeira vez, o pré-carnaval começará ainda em janeiro, ampliando oficialmente o período de eventos que antecedem a abertura dos circuitos tradicionais. A mudança altera o ritmo da cidade e também impõe novos desafios operacionais para as forças de segurança.

A ampliação do calendário foi definida para evitar o choque entre duas das maiores manifestações populares da capital: a tradicional festa dedicada a Iemanjá, celebrada em 2 de fevereiro, e o Pipoco, que historicamente ocorre na terça-feira que antecede o Carnaval no circuito Orlando Tapajós (Ondina-Barra). Como, em 2027, as datas coincidem, a prefeitura optou por antecipar a abertura da programação.

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Com isso, o pré-carnaval passa a começar em 29 de janeiro, estendendo a sequência de eventos que inclui Furdunço, Fuzuê, Melhor Segunda, Habeas Corpus, os seis dias oficiais de Carnaval e o tradicional Arrastão da Quarta-feira de Cinzas. Na prática, a capital terá quase duas semanas consecutivas de grandes concentrações populares.

O novo formato amplia não apenas a agenda cultural, mas também a complexidade do planejamento logístico e de segurança. Diante desse cenário, a Polícia Civil afirma que o trabalho estratégico para 2027 começou ainda durante o encerramento da última edição da festa.

Enquanto a estrutura da festa se amplia, a Polícia Civil já iniciou o planejamento estratégico. O delegado-geral André Viana afirma que o trabalho começou ainda durante o encerramento da edição anterior.

Planejamento para 2027 começou ainda durante a última edição da festa
Planejamento para 2027 começou ainda durante a última edição da festa | Foto: Arquivo Pessoal

Planejamento começa no último dia de festa

"No último dia do Carnaval, nós já estávamos fazendo coleta do debriefing, que significa o quê? Os pontos de observação que precisam ser melhorados em relação a cada um dos grupos, principalmente na nossa atividade de investigação e inteligência. O que é que podemos expandir para termos números melhores do que este ano? Se este ano foi um ano ícone, onde ficou bem caracterizada a atividade de investigação por parte da Polícia Civil."

Segundo ele, a próxima edição exigirá ajustes finos e expansão do modelo adotado.

"Então, posso dizer, desde o primeiro dia, nós viemos coletando as observações. Marcamos já uma reunião geral referente ao debriefing, diante do relatório de cada um dos departamentos, do que pode ser melhorado para justamente, no próximo ano, podermos ter um Carnaval ainda melhor."

Expansão da investigação e ações “cirúrgicas”

O delegado destaca que 2026 marcou uma virada operacional, com redução do foco ostensivo tradicional e ampliação de resultados estratégicos.

"Acho que a população pôde ver a diminuição das nossas equipes ostensivas a nível de patrulha, semelhante ao trabalho da Polícia Militar, e um aumento muito maior dos resultados pontuais, cirúrgicos, referentes à atividade de investigação. Esse foi um ano marco."

Ele atribui esse avanço à integração institucional.

"Então, realmente, graças à integração específica com o Ministério Público, Judiciário e tendo aí a Defensoria Pública proativamente, nos possibilitou efetuar essa nova página por parte da Polícia Civil."

Para 2027, a intenção é ampliar esse modelo.

"Então, esse ponto é um ponto ícone onde nós vamos realmente ter uma grande relevância de expandir essa ação em relação ao próximo ano."

Acolhimento ampliado e foco nos grupos vulnerabilizados

Com um dia adicional de eventos e a tendência de público crescente, o delegado afirma que a rede de proteção será fortalecida.

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"Fora essas ações, como foi dado no ano passado, quando se pensou nos grupos, nos postos para servir em atenção aos direitos das mulheres, proteção referente aos crimes contra as mulheres e também aos grupos vulnerabilizados, nós aumentamos em 37% o nosso efetivo nesses postos. Com certeza, no próximo ano vamos aumentar mais ainda. Vamos ter uma atenção maior ainda em relação ao acolhimento do que já foi efetuado este ano."

Ele alerta para o crescimento de crimes ligados à importunação sexual.

"Nós sabemos que o crime de importunação sexual, todos os crimes de intolerância sexual, vamos dizer assim, expandiram muito. Então, isso deriva da quantidade de foliões, que ampliou muito, deriva também das pessoas bebendo, ingerindo bebida alcoólica, e onde a campanha preventiva e a ação da rede de proteção às mulheres e grupos vulnerabilizados são essenciais."

O delegado também chama atenção para os trabalhadores informais que dependem da festa.

Estratégia inclui ampliação dos postos de acolhimento e reforço na rede de proteção às mulheres
Estratégia inclui ampliação dos postos de acolhimento e reforço na rede de proteção às mulheres | Foto: Arquivo Pessoal

"E realmente entendemos que só tende a expandir essa atividade de acolhimento, bem como as pessoas que trabalham nos circuitos, que dependem, foi a atenção do Governo do Estado, muito importante em relação a esses grupos e que a Polícia Civil absorveu."

"Para se ter uma ideia, há 15 dias antes do Carnaval já havia pessoas pernoitando, dormindo ou em barracas ou ao relento, guarnecendo o seu isopor com suas bebidas para que pudessem comercializar no Carnaval."

Segurança como responsabilidade coletiva e meta de excelência

Para André Viana, o impacto econômico e social da festa também impõe responsabilidade às forças de segurança.

"Isso não tem como não nos motivar, nos honrar e realmente cobrar da polícia o seu empenho total referente à garantia, à segurança e ao sucesso desse evento, que exprime para o cidadão, de modo geral, e para o estado, de modo geral, uma receita positiva que possa ser investida em outras áreas."

"Resulta também para que esses grupos possam receber uma renda a mais para poder ter uma melhor condição de vida. Então, com essa renda adquirida, isso nos motiva por demais."

O delegado lembra que 2026 foi seu primeiro ano à frente da instituição durante o Carnaval.

"Este foi o primeiro ano enquanto delegado-geral. Já coordenei alguns anos consecutivos a parte operacional dos grupos velados e ostensivos, mas este ano, na batuta, vamos dizer assim, da Polícia Civil, eu posso dizer: é uma grande honra, a maior honra da minha vida, estar hoje na gestão da Polícia Civil da Bahia."

Ele reforça o espírito de equipe.

"Todos são fundamentais para o sucesso desse evento. Então, acho que a gente deixa essa marca do trabalho de time muito forte e que vamos, sim. E essa é a busca sempre: todos os dias acordar procurando a melhor versão de nós mesmos, a melhor versão da Polícia Civil."

Ao projetar 2027, o objetivo é claro:

"No próximo ano, a sociedade pode ter a certeza de que vamos procurar um Carnaval ainda mais seguro. Não é desejo da polícia, de modo geral, da força de segurança, ter qualquer incidente criminoso durante o Carnaval."

"Nós queremos realmente ser um exemplo, como de fato fomos, para todo o país."

Com um calendário ampliado e expectativa de público ainda maior, o planejamento da segurança já está em curso e, segundo o delegado-geral, a meta é transformar o próximo Carnaval em uma edição ainda mais estruturada, preventiva e integrada.

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