G3 POLARIS
Alvo de operação, empresa acumula contratos de R$ 35 milhões em Jequié
Empreiteira faturou licitações no município do Vale do Jiquiriçá


A G3 Polaris, empresa apontada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) como peça-chave em um suposto esquema que teria desviado R$ 38 milhões de cofres públicos em Salvador, estendeu os negócios de forma expressiva para o interior do estado.
Levantamento feito em bases de dados de controle de contratações públicas revela que a construtora firmou contratos que somam R$ 35,8 milhões com a Prefeitura de Jequié durante a gestão do ex-prefeito Zé Cocá (PP).
De acordo com dados extraídos de portais de transparência, embora o montante empenhado nos acordos supere os R$ 35 milhões, a prefeitura de Jequié já liquidou e pagou efetivamente mais de R$ 11 milhões à empreiteira entre os anos de 2023 e 2025.


Do asfalto às salas de aula
O primeiro e maior contrato em Jequié foi assinado em 2023, sob o valor de R$ 23 milhões, voltado à pavimentação asfáltica com Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ) em vias de grande fluxo de cinco bairros periféricos e centrais.
Nos anos seguintes, a relação comercial se diversificou. Em 2024, por meio de novos processos licitatórios, a G3 Polaris faturou mais R$ 8,5 milhões para revitalizar a Avenida Governador Lomanto Júnior, principal corredor de tráfego do município, além de um contrato de R$ 2,3 milhões para colocação de guias e sarjetas.
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Em 2025, a empresa expandiu a atuação para além da infraestrutura urbana ao assinar um contrato de R$ 1,7 milhão voltado à instalação de bancadas em escolas municipais.
Foco na capital
Em Salvador, a empresa acumulou o recebimento de R$ 124,8 milhões, apresentando um crescimento exponencial no faturamento anual — saltando de menos de R$ 1 milhão no início dos serviços para picos de R$ 25 milhões por ano.
Até o momento da publicação desta reportagem, o Ministério Público da Bahia não instaurou procedimento investigativo contra a Prefeitura de Jequié ou contra o ex-prefeito Zé Cocá referente a essas contratações. O foco das apurações do órgão fiscalizador permanece restrito aos contratos soteropolitanos.
À G3 Polaris, ao empresário Lázaro de Carvalho Nunes, o qual já estava, em 2022, na mira da coluna O Carrasco, e aos demais gestores públicos mencionados é assegurado o direito ao contraditório e à ampla defesa técnica ao longo do rito processual.


