POLÍTICA
Após 5 ex-governadores presos, aliado de Flávio pode assumir RJ sob investigação
Alvo de investigação aberta pelo Ministério Público em julho, Douglas Ruas nega irregularidades



O Rio de Janeiro pode ter um novo governador investigado antes mesmo da posse. Aliado de Flávio Bolsonaro (PL), Douglas Ruas (PL) deve ser declarado vencedor da disputa estadual em primeiro turno após a retotalização dos votos.
O cenário ganha peso diante do histórico político fluminense: cinco ex-governadores já foram presos. Agora, Ruas é alvo de um procedimento que apura suspeitas de crimes licitatórios, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A investigação foi aberta em 17 de julho pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, e tramita sob sigilo no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, sob relatoria do desembargador Carlos Santos de Oliveira.
A apuração busca esclarecer possíveis conflitos de interesses e enriquecimento ilícito em negócios envolvendo o governo de Cláudio Castro e a Prefeitura de São Gonçalo, comandada por Capitão Nelson (PL), pai do governador eleito.
Ruas nega acusações e prevê arquivamento
Em declaração ao G1, Douglas Ruas negou irregularidades e afirmou que outra investigação contra ele foi arquivada pelo Ministério Público "porque verificou se tratar de fatos inverídicos".
"E tenho certeza de que esse outro procedimento aberto terá o mesmo desfecho", defendeu-se.
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O político também atribuiu a apuração a ataques de adversários. "Em breve será arquivado porque vai se chegar à conclusão de que se trata de mentiras e ataques da velha política a minha candidatura a governador”, acrescentou.
Retotalização ainda precisa ser concluída
Embora a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre os votos da eleição tenha aberto caminho para a vitória de Ruas em primeiro turno, a oficialização depende da retotalização dos votos pela Justiça Eleitoral.
Após a diplomação, o governador passará a ter foro privilegiado. Com isso, a investigação deverá ser transferida do Tribunal de Justiça do Rio para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.


