POLÍTICA
Bahia adere ao Pacto Brasil Contra o Feminicídio para ampliar proteção às mulheres
Estado amplia monitoramento de agressores e cria novas Casas da Mulher Brasileira



O Estado da Bahia aderiu, nesta sexta-feira, 31, ao Pacto Brasil Contra o Feminicídio, iniciativa que reúne União, estados e instituições dos demais Poderes para fortalecer as ações de prevenção, proteção e enfrentamento à violência contra as mulheres.
A mobilização, realizada em Salvador, contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues acompanhado pela primeira-dama da Bahia, Tatiana Velloso, além da primeira-dama do Brasil, Janja da Silva, e da ministra das Mulheres Márcia Lopes.
Nós estamos em outra missão, começando em 2026, olhando para os próximos quatro anos, nós vamos sair do mapa do feminicídio. Nós vamos. E é um mapa para fora, um mapa para dentro, para que todos os estados, os municípios, as comunidades, possam se dedicar a isso" Jerônimo Rodrigues
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Entre as ações previstas a partir da adesão ao pacto estão a ampliação da concessão de medidas protetivas de urgência, a expansão do monitoramento de agressores por meio de tornozeleiras eletrônicas e o fortalecimento da rede de atendimento às mulheres em situação de violência, com a implantação de novas unidades da Casa da Mulher Brasileira.
A iniciativa também prevê a integração entre os sistemas de segurança pública, Justiça, saúde, assistência social e educação.

A primeira-dama Janja da Silva fez um forte discurso contra os influenciadores que estimulam o ódio a mulheres, conhecidos na internet como red pills. A esposa do presidente Lula (PT) falou da importância de combater o tipo de conteúdo produzido por alguns perfis que estimulam a misoginia.
"É pesado para nós mulheres assistirmos, mas é importante que a gente assista e que os homens assistam. São homens que aparecem mostrando no vídeo deles o quanto eles estão ganhando para lerem um comentário sempre expondo mulheres, sempre ridicularizando mulheres, sempre dizendo que mulheres não prestam para nada. Assistam porque é importante e a gente precisa falar sobre isso", disse.
Para ilustrar a sua preocupação, ela citou um caso de violência sexual no qual um dos acusados foi uma criança de apenas 12 anos.
“É disso que a gente fala, do conteúdo de ódio que os nossos meninos estão absorvendo todos os dias. Não é possível um menino de 12 anos participar de um estupro coletivo. A gente precisa parar e realmente pensar como serão esses jovens no futuro”, refletiu.


