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INVESTIGAÇÃO

Após morte em igreja, MPF apura risco a imóveis tombados em Salvador

Inquérito civil foi instaurado para avaliação das condições de conservação do Patrimônio do Centro Histórico

Redação
Por Redação
Teto da igreja da Ordem 1ª de São Francisco, no Centro Histórico de Salvador desabou em fevereiro.
Teto da igreja da Ordem 1ª de São Francisco, no Centro Histórico de Salvador desabou em fevereiro. - Foto: Uendel Galter/ Ag A Tarde

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil que visa apurar as condições de conservação e manutenção dos imóveis tombados como Patrimônio Cultural da Humanidade no Centro Histórico de Salvador.

A medida é uma resposta ao desabamento de uma parte do teto da Igreja de São Francisco de Assis, localizada no Pelourinho, bem integrante do conjunto tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), no início deste ano.

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O acidente no templo religioso conhecido como “Igreja de Ouro” tirou a vida de um jovem. A turista carioca Giulia Panchoni Righetto, de 26 anos, estava em Salvador acompanhada de uma amiga, quando foi visitar a igreja no dia 5 de fevereiro. Ela foi atingida por uma parte dos escombros e não resistiu. Outras cinco pessoas ficaram feridas no episódio.

O documento assinado pela procuradora Vanessa Gomes Previtera também cita o Plano de Contingência do Centro Histórico feito pela Defesa Civil de Salvador (Codesal), que em vistoria feita em 2023 identificou a existência de diversos imóveis tombados que foram classificados como de risco Alto ou muito Alto.

O inquérito vai apurar se órgãos responsáveis pela manutenção dos imóveis como o IPHAN, a Prefeitura de Salvador e o Governo da Bahia têm adotado as medidas necessárias. Se comprovada negligência, responsáveis poderão ser acionados judicialmente.

Vistorias

Entre os dias 10 e 14 de fevereiro, com o apoio da força-tarefa, técnicos do Iphan e da Codesal realizaram vistorias conjuntas em 114 imóveis da capital baiana, todos tombados individualmente ou integrantes de conjuntos urbanos tombados.

Dessa ação seis outras igrejas e dois imóveis de uso residencial na cidade foram interditados por apresentarem riscos estruturais. As igrejas foram: Igreja de Nossa Senhora da Ajuda; Igreja e Convento dos Perdões; Igreja de São Bento; Igreja dos Quinze Mistérios; Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem; e Igreja de São Miguel.

Até o último dia de fevereiro, foram vistoriados mais 26 imóveis, totalizando 140 edificações para as quais o Iphan deve produzir laudos técnicos e recomendações de medidas necessárias para sua restauração e conservação.

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centro histórico de salvador imóveis tombados mpf

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