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Negromonte Jr: "Projeto chega em boa hora para Fisco e contribuinte"

Deputado baiano comenta sobre aprovação do projeto que regulamenta arbitragem em questões tributárias

Gabriela Araújo
Por Gabriela Araújo
Deputado baiano foi relator da matéria sobre regulamentação da arbitragem
Deputado baiano foi relator da matéria sobre regulamentação da arbitragem - Foto: Vinicius Loures | Câmara dos Deputados

O país avança para mudar a política de questões tributárias e aduaneiras. O chamado novo princípio fiscal, que tem o objetivo de prevenir e resolver conflitos entre o Fisco e os contribuintes, foi aprovado na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.

O deputado baiano Mário Negromonte Júnior (PP) diz acreditar que a aprovação da matéria, a qual ele foi relator, tem o intuito de se adequar às demais regras e seguir o que já acontece Brasil afora.

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“[O projeto] vem em uma boa hora para o Fisco e o contribuinte. A ideia é criar uma nova regulamentação. O STF [Supremo Tribunal Federal] entrou em contato com a gente para discutirmos juntos e aperfeiçoar o projeto”, disse o progressista nesta segunda-feira, 13, ao Portal A TARDE.

A proposta, de autoria do ex-deputado Alexis Fonteyne (Novo-SP), diz que a arbitragem poderá ocorrer em qualquer fase da existência do crédito público, e a sentença final do árbitro – juiz de fato e de direito – não ficará sujeita a recurso ou homologação pelo Poder Judiciário.

Em temas tributários e aduaneiros, poderá ajudar na prevenção de litígios e na resolução de conflitos. Para isso, porém, é necessário definir as competências do árbitro, a força decisória da sentença e o campo de aplicação. A ideia é abandonar a visão binária da relação entre Fisco e contribuinte existente e criar um canal mais moderno, com mais fluidez e mais integrado

Mário Negromonte Júnior - deputado federal

Em seu voto, o parlamentar baiano considerou a arbitragem como um processo célere "com prazos previamente estabelecidos para a conclusão do julgamento. Além disso, proporciona maior flexibilidade, permitindo que as partes escolham árbitros especializados no assunto em disputa, o que pode resultar em decisões mais técnicas e precisas".

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Aprovada em dezembro antes do recesso parlamentar, a proposição deve seguir o rito normal na Casa Legislativa e, deste modo, carece da análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Antes da Câmara, o projeto foi aprovado no Senado.

O relator da matéria, por sua vez, diz que o texto deve ser aprovado ‘com folga’ no colegiado por ter sido bem debatido com todos os Poderes, além da sociedade civil. “O projeto foi bastante discutido. Não vou dizer que o projeto é perfeito, porque ele sempre pode ser aperfeiçoado. Ele foi bastante amadurecido”, afirmou.

Ao falar sobre o aprimoramento da proposição, o parlamentar leva em conta a falta de definição sobre o árbitro que conciliará o conflito entre o Fisco e o contribuinte.

Negromonte Jr. declarou ainda que reunirá forças na tentativa de levar a proposição direto ao plenário da Casa, a fim de que a pauta seja “aprovada o mais rápido possível” pela sua importância.

A expectativa é que as atividades retornem no dia 1º de fevereiro, com a eleição do novo presidente da Câmara. Já no dia 5 do mês, uma quarta-feira, as matérias voltem ao centro do plenário para discussão e votação.

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arbitragem Câmara dos Deputados deputado federal Mário Negromonte Júnior

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