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Banco Master: PF pode quebrar sigilo de resort ligado a Toffoli

Corporação suspeita de crime financeiro em empreendimento; identificação de eventuais irregularidades está prevista

Yuri Abreu
Por
Ministro do STF, Dias Toffoli
Ministro do STF, Dias Toffoli - Foto: Luiz Silveira/STF

A Polícia Federal (PF) pode quebrar o sigilo e identificar eventuais irregularidades resort Tayayá, no Paraná, após suspeitar de crimes financeiros em fundos ligados ao equipamento do qual uma empresa da família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, foi sócia.

Na corporação, há a expectativa de que transações relacionadas ao magistrado e à família dele apareçam entre os dados coletados. Contudo, Toffoli não é investigado pela PF.

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Conexões com o Banco Master

As quebras de sigilo, segundo a Folha, envolvem fundos que têm conexão com o Banco Master e tiveram relações, mesmo que indiretas, com o Tayayá.

O principal desses fundos sob suspeita é o Arleen, que pertence à teia usada pelo Master em fraudes investigadas por autoridades. Uma empresa da família de Toffoli, a Maridt, vendeu sua participação no Tayayá em 2021 ao fundo.

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Crise

O próprio ministro afirmou, mais tarde, ser um dos sócios da Maridt e ter recebido rendimentos pela venda das cotas da empresa para o Arleen, o que provocou uma crise que levou ao afastamento da relatoria do inquérito do Master.

O magistrado ainda não se manifestou.

Toffoli pode ser investigado?

Caso entenda que há suspeitas de irregularidades e necessidade de investigar Toffoli por alguma movimentação de recursos, a Polícia Federal terá que enviar um documento apontando as descobertas ao atual relator dos inquéritos no Supremo, o ministro André Mendonça.

A PF não pode investigar Toffoli por suspeitas de crimes comuns sem a autorização do Supremo. A apuração é de responsabilidade do próprio tribunal, com atuação da PGR (Procuradoria-Geral da República) e da polícia.

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Banco MAster Daniel Vorcaro Dias Toffoli polícia federal

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