POLÍCIA
PF encontra R$ 2,2 bilhões escondidos por dono do Banco Master em conta do pai
Defesa afirma que empresário colaborou com as autoridades e nega irregularidades

A nova fase da Operação Compliance Zero levou a Polícia Federal a identificar mais de R$ 2,2 bilhões que, segundo as investigações, teriam sido ocultados pelo banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, por meio de uma conta registrada em nome do próprio pai.
De acordo com decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), os investigadores localizaram exatamente R$ 2.245.235.850,24 em uma conta vinculada à empresa Reag e formalmente registrada em nome de Henrique Moura Vorcaro. O bloqueio foi determinado em 14 de janeiro de 2026, mais de um mês após Daniel Vorcaro ter sido colocado em liberdade.
Na avaliação do ministro, a quantia encontrada fortalece “os indícios de reiteração delitiva”. Conforme registrado na decisão, mesmo após a soltura do investigado, a organização criminosa teria mantido a ocultação de valores bilionários em nome de terceiros.
Estrutura investigada
Os autos indicam que a suposta ocultação de recursos não ocorreu de forma isolada. A decisão aponta que Vorcaro contaria com o apoio do cunhado e operador financeiro Fabiano Campos Zettel, além de integrantes de um grupo chamado internamente de “A Turma”.
O documento destaca que “não é possível dissociar as condutas de Daniel Vorcaro de seu operador financeiro Fabiano Zettel”, atribuindo a ele participação na estruturação das operações financeiras sob investigação.
Defesa nega irregularidades
Em nota, a defesa afirma “que o empresário sempre esteve à disposição das autoridades, colaborando de forma transparente com as investigações desde o início, e jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça”.
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O posicionamento também sustenta que “A defesa nega categoricamente as alegações atribuídas a Vorcaro e confia que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta. Reitera sua confiança no devido processo legal e no regular funcionamento das instituições”.
Bloqueio e continuidade das apurações
Com a identificação dos valores, o STF determinou o bloqueio para impedir movimentações e resguardar o patrimônio enquanto o inquérito segue em andamento. Para André Mendonça, os elementos reunidos pela Polícia Federal apontam para tentativa de ocultação de ativos possivelmente relacionados às irregularidades apuradas, o que fundamentou a adoção de medidas cautelares e a realização de novas diligências.
A Operação Compliance Zero investiga suspeitas de crimes como lavagem de dinheiro, corrupção, ameaças e invasão de dispositivos informáticos, que teriam sido praticados por integrantes de grupo ligado ao Banco Master.
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